seu bolso

E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

CST: analistas não mudam projeção de ganho

Uma das empresas que poderá ser afetada pelas restrições à importação de aço nos Estados Unidos é a Companhia Siderúrgica Tubarão (CST). Em 2001, a produção de aço semi-acabado da companhia foi de 4,722 milhões de toneladas. De acordo com dados da CST, deste total, 2,3 milhões de toneladas (48%) foram direcionadas para os Estados Unidos. Ou seja, um volume um pouco menor do que a cota de exportações brasileiras que ficará livre da sobretaxa, de 2,8 milhões de toneladas. "É possível que a empresa tenha de reescalonar as suas vendas, já que outras empresas do setor também vendem o produto e vão participar da divisão da cota a ser exportada aos EUA", diz o analista da HSBC CTVM Research, Fábio Zagatti. A forma como as vendas da CST serão afetadas pelas restrições norte-americanas deve ser decidida nas negociações com o Instituto Brasileiro de Siderurgia IBS na próxima semana. "A empresa tem a maior parte de sua receita vinculada à exportação de aço. Este fator deve ser levado em consideração nas negociações da próxima semana. Acredito que a companhia não será muito prejudicada", afirma a analista do setor siderúrgico da BES Securities, Cristiane Viana.Em relação ao preço da companhia no mercado de ações, Júlio Ziegelmann, da BankBoston Asset Management, também não espera que os papéis da empresa sejam muito influenciados pelas restrições norte-americanas. "O que o governo dos Estados Unidos decidiu já era esperado por muitos analistas. Portanto, não decidimos alterar a nossa perspectiva de valorização para os papéis da empresa". O preço-alvo estabelecido por Ziegelmann para as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) é de R$ 32,00 para o prazo de 12 meses, o que projeta um ganho de 32,23% para o período. Zagatti, que também não alterou a sua projeção, estabelece o preço-alvo de R$ 25,60 para as ações PN em 12 meses, o que significa uma perspectiva de valorização de 5,78%.Projetos dependem de novas regrasO analista de siderurgia do ABN Asset Management, Ricardo Maeji, acredita que, depois de definidas as parcelas para cada empresa na cota de exportação para os Estados Unidos, poderá haver alterações nos projetos de expansão e desenvolvimento de novos mercados. "A CST, por exemplo, planejava colocar em operação, no segundo semestre deste ano, uma laminadora, máquina que transforma as placas de aço semi-acabadas em laminados quentes", afirma. Segundo Zagatti, a empresa ainda não se pronunciou se manterá este projeto. Por outro lado, seria uma forma de reduzir sua exportação de placa de aço semi-acabado sem perder sua produção, dado que parte dela seria transformada em laminado quente. "Anteriormente à divulgação das novas regras, a expectativa era de que fossem produzidas 500 mil toneladas de laminados quentes", explica Zagatti.Veja no link abaixo a opinião de analistas sobre o impacto das regras para a importação de aço nos Estados Unidos para o setor siderúrgico no Brasil e as perspectivas para a ações destas empresas.

Agencia Estado,

08 de março de 2002 | 17h44

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.