seu bolso

E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

Cteep: seis empresas estão habilitadas para o leilão

Seis empresas estão qualificadas para concorrer no leilão de privatização da Companhia de Transmissão Paulista (Cteep), que acontece às 10 horas da quarta-feira, na Bovespa, segundo informações da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). Entregaram as garantias financeiras as brasileiras Alusa Engenharia, Brascan Brasil, Pactual Transmissão e Investimentos e o consórcio Makelele Participações, que tem por trás a CPFL Energia, o Grupo Votorantim, o Banco Bradesco e a construtora Camargo Corrêa. Também participam a Italiana Terna e a colombiana Interconexión Eléctrica.Inicialmente 12 empresas foram pré-qualificadas, sendo quatro ligadas ao Pactual: a FIP Brasil Energia, a PCP Transmissão Participações, a Pactual Energia e a Pactual Transmissão - esta última foi a única do grupo que ficou no páreo. O esperado era que as outras se agrupassem em torno dela. Também era esperado pelo mercado que o fundo americano T.E.G.S.P.E. Empreendimentos e Participações, ligado à Dell Computadores, se juntasse a alguma empresa do setor de energia. Ainda não há informação se a espanhola Isolux Energia e Participações desistiu do leilão ou se juntou a outra empresa.AdiamentoA Brascan Brasil e a CPFL Energia entraram com ação na Justiça pedindo o adiamento do leilão de privatização da Companhia de Transmissão Paulista (Cteep), segundo fontes do mercado. As duas empresas apresentaram garantias financeiras e estão qualificadas para concorrer no leilão marcado para esta quarta-feira. A CPFL foi registrada na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) como o consórcio Makelele Participações, do qual também participam o Grupo Votorantim, o Banco Bradesco e a construtora Camargo Corrêa. Procuradas pela Agência Estado, a CPFL não respondeu à solicitação de entrevista e os executivos da Brascan não foram encontrados.Desde sexta-feira, os investidores vêm pressionando o governo de São Paulo para adiar o leilão. Eles alegam que dois processos judiciais originados na década de 1980 e ainda em tramitação na Justiça trouxeram incertezas sobre o valor da empresa. Segundo alguns investidores ouvidos nos últimos dias pela Agência Estado, ficou impossível fazer uma proposta de valor para a empresa com uma série de dúvidas sobre os passivos que o novo controlador terá de assumir.Os dois processos, um da antiga Paulipetro e outro referente à suposta dívida com a Eletrobrás, podem significar, segundo os investidores, um custo futuro para a Cteep de R$ 6 bilhões e de R$ 370 milhões, respectivamente. Esperar um pouco seria importante para ter conhecimento da decisão sobre a Eletrobrás, já que o processo pode entrar na pauta do Superior Tribunal de Justiça (STJ) do dia 29 e, ainda, significaria ter tempo para analisar a ação sobre a Paulipetro, cujas informações não estavam no data room.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.