CTG vende fatia de usinas compradas no País

A China Three Gorges e outras chinesas têm se movimentado ativamente em aquisições no mercado de energia do Brasil

Luana Pavani, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2017 | 05h00

O Fundo Chinês para Investimento na América Latina (Clai Fund) fechou a compra de uma participação em mais de 2 gigawatts em hidrelétricas no Estado de São Paulo recém-adquiridas pela unidade brasileira da China Three Gorges (CTG), de acordo com comunicado da subsidiária local da norte-americana Duke Energy, que concluiu a venda dos ativos aos chineses na última semana.

A Three Gorges pagou R$ 3,1 bilhões pelas usinas da Duke Energy no Brasil em uma transação concluída na quinta-feira. Segundo a Duke, a CTG posteriormente vendeu um terço do negócio ao Clai Fund pelo mesmo preço por ação envolvido na transação com os americanos.

“A CTG informou que a participação acionária indireta na companhia cedida ao Clai Fund não lhe conferirá poder de controle dos negócios e rumos da companhia”, disse a Duke.

A China Three Gorges e outras chinesas têm se movimentado ativamente em aquisições no mercado de energia do Brasil, o que levou a CTG a se tornar em pouco tempo a vice-líder em geração no país da América Latina, atrás apenas de empresas do grupo estatal federal Eletrobrás.

Negociações. A Duke Energy estava presente no mercado de energia brasileiro desde 1999, quando o setor elétrico estava sendo privatizado. Mas, em fevereiro do ano passado, a companhia anunciou que venderia todos os ativos da América Central e do Sul para se concentrar nos Estados Unidos.

Desde o anúncio, a CTG mantinha conversas com o grupo americano e, em outubro, fechou a compra dos ativos brasileiros. O negócio inclui oito hidrelétricas e duas pequenas centrais hidrelétricas nos Estados de São Paulo e Paraná. Juntas, elas têm potência de 2,27 mil megawatts (MW) – o suficiente para abastecer 27 milhões de habitantes. Com a aquisição, a CTG passou a ter capacidade instalada de 8,27 mil MW.

A escalada do grupo chinês, dono da maior hidrelétrica do mundo (a China Three Gorges), tem sido surpreendente para atual realidade brasileira de baixos investimentos e pouca atratividade para o estrangeiro. A estreia da empresa no mercado brasileiro ocorreu em 2013. /COM REUTERS

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