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Cuba mantém mistério sobre presença de Fidel em cúpula dos não-alinhados

A apenas 24 horas do início da Cúpula do Movimento dos Não-Alinhados de Havana (MNoal), a possível aparição do presidente cubano, Fidel Castro, é a grande incógnita desta reunião, que será assistida por mais de 3.000 convidados, entre eles cerca de 50 chefes de Estado e de governo, segundo os organizadores.Fidel lidera a delegação de Cuba na cúpula que começa amanhã e termina no próximo dia 16. Muito provavelmente, o governante receberá em particular o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, embora as autoridades da ilha tenham evitado neste domingo antecipar se o líder cubano estará presente na reunião.O presidente cubano está credenciado como chefe da delegação de seu país e seu irmão Raúl, primeiro vice-presidente, como segundo chefe da delegação, explicou o ministro das Relações Exteriores da ilha, Felipe Pérez Roque."Se em algumas atividades o primeiro chefe da delegação não puder estar, o segundo o representará", esclareceu o chanceler.Devido a uma delicada cirurgia intestinal, em 31 de julho, Fidel, de 80 anos, se viu obrigado a delegar provisoriamente o poder a seu irmão Raúl, então ministro das Forças Armadas, e a seis homens de confiança do Partido Comunista de Cuba e do governo.Pérez Roque, um dos seis homens fortes do gabinete provisório, reconheceu que "não foi fácil" governar durante o afastamento de Fidel Castro, mas ressaltou que, conforme ia se recuperando, o líder cubano retomava progressivamente suas tarefas, embora "cumprindo disciplinadamente as prescrições médicas", garantiu.O ministro elogiou o trabalho realizado por Raúl Castro neste período e destacou a "total confiança" do povo, do governo e do Partido Comunista no segundo homem do regime e sua "total sintonia com o pensamento de Fidel Castro e da Revolução".Sobre o encontro do MNoal, Pérez Roque se referiu à importância do fortalecimento do movimento na atual conjuntura internacional e à vontade de Cuba de fortificar a organização para trabalhar na defesa do direito internacional."Poderíamos ser uma força decisiva nas relações internacionais se trabalhássemos juntos na defesa de nossas posições e de nossos direitos. Dispersos, desunidos e desorganizados, nossos direitos não serão respeitados", afirmou o chanceler.Críticas aos EUAEmbora o ministro tenha indicado que a cúpula "não é organizada contra nenhum país em particular", as críticas contra a política externa dos EUA darão o tom de boa parte desta reunião.Este encontro é organizado para "defender nossos direitos, que hoje são violados", disse Pérez Roque, que adiantou que o fórum denunciará "a linguagem prepotente, as ameaças com guerras preventivas, a proclamação de uma única superpotência sobre seu direito de atacar um país ilegalmente".A reunião também servirá para defender o multilateralismo, reivindicar o fortalecimento das Nações Unidas, abordar o conflito gerado pelo Irã ao defender o direito dos povos de utilizar energia nuclear com fins pacíficos e pedir o fechamento da prisão da base americana de Guantánamo (leste cubano).A reunião terminará com a aprovação de uma declaração final e de um documento apresentado por Cuba que pretende se transformar em um guia de ação do Movimento para os próximos anos.Durante o encontro, Cuba receberá da Malásia a Presidência do Movimento e a exercerá por três anos, até passar o posto para o Egito.Entre os líderes que confirmaram sua presença figuram os da Venezuela, Hugo Chávez; da Bolívia, Evo Morales; do Equador, Alfredo Palacio; do Panamá, Martín Torrijos; do Irã, Mahmoud Ahmadinejad; e do Paquistão, Pervez Musharraf.

Agencia Estado,

10 de setembro de 2006 | 17h12

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