Cuidados ao comprar pacotes de viagens para a Copa

Ao comprar o pacote de viagem para a Copa do Mundo, o turista deve ficar atento aos ingressos oferecidos pela agência ou operadora de turismo. Além de todos os cuidados referentes a contratação de um pacote de turismo, o consumidor deve ficar alerta sobre a procedência das entradas para os jogos. A Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, orienta o turista a evitar imprevistos com ingressos falsos como na Copa da França em 1998.Na última Copa do Mundo, na França, milhares de turistas de todo o mundo, entre eles os brasileiros, que viajaram para torneio e foram surpreendidos com ingressos falsos. Alguns torcedores foram vítimas de agências de turismo que prometeram pacotes com direito a ingressos, mas na verdade não tinham garantia que conseguiriam a entrada. A técnica de defesa do consumidor do Procon-SP, Cláudia Ogata, afirma que a agência deve se responsabilizar por aquilo que promete em publicidade e no contrato. "Se na publicidade diz que o pacote terá ingressos, a agência terá que fornecê-los", avisa.Planejamento antecipadoA técnica do Procon-SP recomenda o planejamento antecipado da viagem, procedimento que pode, em geral, compensar financeiramente, já que algumas agências oferecem preços mais em conta e facilidades nesses casos. A pesquisa de preços é essencial, segundo Cláudia Ogata. A oferta por meio de anúncios e folhetos deve conter informações referentes à viagem, de forma clara e precisa: valores cobrados pelas partes aérea e terrestre, categoria das passagens, taxas de embarque, serviços prestados, tipos de acomodação, traslados, refeições oferecidas, guias, número exato de dias, juros nos pagamentos a prazo e despesas que ficarão por conta do consumidor. "O consumidor deve procurar referências sobre a agência com pessoas de confiança que tenham usado os serviços", orienta a técnica do Procon-SP. O consumidor pode ligar para o cadastro de reclamações fundamentadas da Fundação Procon-SP (telefone 3824-0446) para verificar se a operadora tem queixas do consumidor.Contrato detalhado Cláudia Ogata orienta o consumidor a exigir por escrito em contrato tudo aquilo que a agência de turismo oferece em publicidade ou verbalmente. O consumidor deve exigir que no contrato ou ficha do roteiro de viagem esteja descrito tudo o foi acertado verbalmente e oferecido pela publicidade. "O consumidor deve guardar uma via datada e assinada do contrato, além de todos os anúncios e folhetos publicitários", alerta a técnica do Procon-SP. Depois de realizado o pagamento, a agência deve fornecer as passagens com datas de saída e chegada, os vouchers (comprovantes de reserva de hotéis e traslados), bem como recibos dos valores pagos. Uma boa providência é informar-se sobre a necessidade de vistos, vacinas, autorização para viagens de menores etc., providenciando-os antecipadamente. O consumidor deve ficar atento aos horários e chegar aos locais de saída dos grupos com antecedência. De acordo com o Procon-SP, o consumidor deve identificar interna e externamente a bagagem. Nas viagens internacionais, como forma de prevenir despesas imprevistas, pode-se optar por levar dinheiro, cartões de crédito e travellers checks, planejando bem gastos com alimentação e outras compras. Outra forma de se proteger contra imprevistos é contratar um seguro patrimonial, de saúde e de vida, que são oferecidos em várias modalidades: saúde, extravio de bagagem e outros incidentes. Problemas no percurso Cláudia Ogata avisa que problemas durante a viagem devem ser comunicados aos responsáveis e, se possível, registrados por meio de fotos ou vídeos, por exemplo. Se o passeio não transcorrer conforme o acertado, o consumidor conta com a proteção da lei: o Código de Defesa do Consumidor (CDC) determina, entre outros, a reparação por prejuízos e danos decorrentes de serviços em desacordo com a oferta ou mesmo inadequados. O prazo para reclamação é de 30 dias após o término da viagem, sendo conveniente fazê-lo por escrito com cópia protocolada. Se a agência cancelar a viagem, existe a obrigação de restituírem-se todos os valores pagos corrigidos, bem como eventuais prejuízos financeiros e danos morais (judicialmente). Cancelamentos feitos pelo consumidor devem ser comunicados por escrito, com a maior antecedência possível.

Agencia Estado,

22 de fevereiro de 2002 | 17h01

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