Cuidados ao contratar pacote de viagem

A chegada do feriado faz muitos consumidores pensarem em contratar um pacote turístico. Antes de fechar negócio com uma agência de viagens, o consumidor precisar ficar alerta sobre os cuidados e recomendações da Fundação Procon-SP, órgão vinculado a Secretaria de Justiça de São Paulo. O Procon-SP orienta o consumidor a primeiro definir o passeio e planejar o roteiro. Depois, ele deve avaliar se vai optar por pacotes individuais (personalizados) ou excursões. Para quem prefere maior liberdade na programação, com roteiro específico, os pacotes individuais são mais indicados, mas normalmente são uma opção mais cara que nem todas as agências oferecem. Tanto a hospedagem como o transporte são previamente contratados, portanto datas de saída e chegada devem ser seguidas com rigor. Caso a opção seja a excursão, deve-se estar ciente que os roteiros e horários são fixos. Nesse caso, é importante verificar o tamanho do grupo. Cuidado ao escolher o agente de viagem Antes de procurar um agente de viagens, o consumidor deve buscar informações sobre a agência com pessoas de confiança que tenham usado os serviços, verificar se a empresa é cadastrada no Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) ou ligar para o cadastro de reclamações fundamentadas da Fundação Procon-SP no telefone (11) 3824-0446. Ao escolher a empresa e o pacote, o consumidor pode exigir que todos os detalhes da viagens sejam registrados em um contrato por escrito. No contrato ou ficha-roteiro de viagem deve constar aquilo que foi acertado verbalmente e oferecido em anúncios publicitários. O consumidor deve ficar atento às cláusulas que possam colocá-lo em desvantagem, sobretudo quanto à possibilidade de serem feitas alterações em hotéis, passeios, taxas extra e transporte e de possível rescisão contratual. Prazo de reclamação é de 30 dias Segundo o Procon-SP avisa que o prazo máximo que o consumidor tem para reclamar sobre problemas com pacotes é de até 30 dias após a viagem. O primeiro passo é formalizar uma reclamação por escrito ao agente de viagem. Se a negociação falhar, o consumidor pode se dirigir aos órgãos de defesa do consumidor de sua cidade. Em último caso pode recorrer ao Juizado Especial Cível, para casos de perdas e danos até 40 salários mínimos, ou à Justiça Comum.

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