Cuidados ao fazer negócios em feira de automóveis

Para quem pretende realizar a compra de automóvel, uma boa opção são as feiras de automóveis. Porém, o comprador deve estar atento aos cuidados na negociação. Normalmente, os carros vendidos em feiras são usados. A Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, aconselha não realizar a compra de carros em feira sem antes verificar a documentação e as condições mecânicas do veículos.O assistente de direção do Procon-SP, Dante Kimura, ressalta que, nas feiras de automóveis, a venda é realizada por particulares e não por agências de veículos e, por isso, não é considerada relação de consumo. "Como não existe a figura do fornecedor, se o comprador tiver algum problema terá que recorrer diretamente à Justiça", avisa. Ele destaca também que o comprador deve exigir um contrato formal especificando as condições gerais do veículo e a forma de pagamento.Caso seja necessário recorrer à Justiça, vale lembrar que, nas ações cujo valor da causa não ultrapasse 40 salários mínimos (R$ 8 mil), há o benefício do Juizado Especial Cível. Até 20 salários (R$ 4 mil), a presença do advogado fica dispensada. Acima destes valores, o processo é encaminhado à Justiça comum. Outra recomendação do Procon-SP é a de não fechar negócio na própria feira. "Antes de comprar o veículo, o comprador deve verificar se os documentos do carro estão em dia e se o carro não é roubado", aconselha o assistente de direção do Procon-SP. Kimura orienta ao comprador procurar o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para consultar se os documentos são originais e se o veículo não tem nenhuma restrição por ser roubado, furtado ou alienado pela Justiça. Cuidados na escolha do veículoÉ importante também, na hora de escolher um carro usado, que o comprador esteja acompanhado de um profissional em mecânica e funilaria. O assistente de direção do Procon-SP recomenda examinar o carro à luz do dia antes de fechar negócio. "Verificar o veículo à noite ou em locais escuros pode dificultar a observação de detalhes e possíveis defeitos do carro", destaca Dante Kimura. Ele avisa que o comprador deve desconfiar de ondulações e pequenos amassados na funilaria, pois isso indica que o carro foi batido. Dante Kimura avisa que bolhas na pintura são sinais de ferrugem. Já as portas e o capô do motor sem encaixe perfeito indicam que o carro está com defeito ou foi batido. Outra dica importante é identificar possíveis furos ou batidas do veículos que foram cobertos com massa. "O comprador pode embrulhar um imã numa flanela, fixar na lataria e movimentar em todo o carro. Se o imã se desprender do veículo, isto significa que o local foi coberto com massa", explica Deve-se testar todo o funcionamento dos componentes elétricos e verificar se o carro vem acompanhado de todos os equipamentos de segurança, como cinto de segurança, luz de freio e extintor de incêndio. Motorista deve verificar documentação e chassi O documento de propriedade do veículo deve estar no nome do vendedor, o qual, no momento da transferência, deve assiná-lo no cartório. Outro detalhe importante é verificar se o veículo não possui multas, se está licenciado e se o pagamento do Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) está em dia. Se o carro for importado, o comprador deve exigir também a quarta via de importação, uma autorização da Secretaria da Fazenda para comercialização de veículos importados no Brasil.

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