Cuidados ao trocar de plano de saúde

Trocar de contrato ou de empresa de plano de saúde é a solução para muitos consumidores que estão conveniados à operadoras que estão falindo, negando atendimento e descredenciando médicos e hospitais de sua rede credenciada. Porém, a troca de plano pode virar prejuízo se o consumidor não tiver cautela, segundo a assistente de direção da Fundação Procon-SP - órgão de defesa do consumidor vinculado ao governo estadual -, Lúcia Helena Magalhães.No ano passado, o Procon-SP recebeu 12.767 consultas e 1.973 reclamações de consumidores que utilizam planos de saúde. Entre janeiro e março de 2001, a instituição já registrou 3.402 consultas e 471 reclamações sobre o assunto. Entre as principais reclamações estão rescisão, substituição e alteração de contrato, não-cobertura de planos de saúde e reajuste por alteração de faixa etária.A executiva do Procon-SP destaca que o principal cuidado que o consumidor precisa tomar ao trocar o plano de saúde é a de pesquisar preços e a rede credenciada. "O consumidor deve avaliar a relação custo-benefício. Ou seja, deve procurar um plano que ofereça uma boa rede credenciada, um bom atendimento por uma preço justo", avalia.A advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Karina Rodrigues, aconselha o consumidor a pesquisar com cautela os preços e as condições oferecidas pelas empresas de plano de saúde antes de efetuar a troca de contrato. "Além de pesquisar, o consumidor deve consultar associados do novo plano para ver se a empresa atende bem e paga os profissionais de saúde corretamente", explica. Estas atitudes, segundo Karina, evita a escolha de planos que deixam o consumidor em situações de constrangimento como a negativa de atendimento e o descredenciamento de médicos e hospitais.Confira a lista de procedimentos indicada pelo ProconO Idec registrou no ano passado 2.888 consultas contra empresas de plano de saúde no ano passado. Confira abaixo algumas dicas das profissionais em defesa do consumidor para a troca de planos de saúde.- Em primeiro lugar, o consumidor deve realizar uma cuidadosa pesquisa de preços, coberturas, benefícios e rede credenciada que são oferecidas pelas operadoras de plano de saúde. Antes de contratar um novo plano, o consumidor deve procurar um corretor de seguros de sua confiança e exigir por escrito todos os benefícios previstos no momento de contratar o plano. - As empresas do setor são obrigadas a oferecer um contrato completo para o consumidor antes de contratar o serviço. Caso o consumidor tenha alguma dúvida, a executiva do Procon-SP recomenda a procura de um órgão de defesa do consumidor ou de um advogado especializado no assunto antes de assinar o contrato.- O consumidor deve desconfiar de empresas que oferecem planos de saúde com o preço bem abaixo da média do mercado. A advogada do Idec aconselha o consumidor a consultar algum associado do plano para verificar se ele está sendo bem atendido e se a operadora não está descredenciando médicos e hospitais.- Na troca de plano, as empresas exigem que o consumidor cumpra as carências normais de contrato. Por isso, é necessário avaliar se vale a pena assinar um novo contrato e cumprir novas carências para exames e consultas. Em caso de repasse de carteira da operadora por motivo de liqüidação extrajudicial ou falência, o consumidor não precisa cumprir carência do novo plano.- O consumidor deve avaliar se a rede credenciada do novo plano satisfaz suas necessidades e se a empresa paga corretamente os médicos e hospitais conveniados. Caso a operadora não esteja cumprindo com suas obrigações junto aos profissionais de saúde, o consumidor pode ter o atendimento negado.- Outro ponto importante é o aumento por faixa etária. Principalmente os idosos precisam ficar atentos aos índices de reajuste por faixa etária utilizados pelas operadoras disponíveis no mercado. É vedado o aumento por faixa etária para os conveniados com mais de 60 anos e que já participem do mesmo plano por mais de 10 anos.- Casos de doença preexistente também são um assunto polêmicos na troca de planos. De acordo com a executiva do Procon-SP, as empresas colocam inúmeros obstáculos às pessoas que possuem alguma doença e pretende contratar um plano de saúde. Atualmente, o consumidor idoso que tem de mudar de empresa deve cumprir dois anos de cobertura parcial temporária.Veja em matéria a seguir os riscos e cuidados em adaptar um contrato antigo de plano de saúde para os contrato em vigência após a nova lei que regulamenta o setor.

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