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Cuidados com defeitos em carros zero quilômetro

Defeito de fabricação é o principal motivo de reclamações dos consumidores que têm problemas com carros zero quilômetro, segundo a Fundação Procon-SP - órgão de defesa do consumidor vinculado ao governo estadual - e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Carros amassados, riscados, com problemas na pintura e até mecânicos estão sendo entregues aos consumidores pelas concessionárias das montadoras de veículos. O consumidor deve ficar atento no momento da retirada do veículo. Segundo a técnica de produtos do Procon-SP, Maria Cristina de Almeida Oliveira, o consumidor deve sempre retirar o veículo no período da manhã, quando o dia está claro, porque assim fica mais fácil detectar defeitos na pintura e na lataria do veículo. "Para retirar o veículo da concessionária, o consumidor deve ter paciência e realizar um test drive para não ir para casa com um veículo novo, porém danificado", aconselha a técnica do Procon-SP.Maria Cristina ressalta que, antes de sair da concessionária, o consumidor deve conferir se o carro segue as especificações de seu manual de segurança e funcionamento. "O correto é sair da concessionária com a certeza de que o veículo está em perfeitas condições. Veículo zero quilômetro também pode apresentar defeito de fábrica", avisa.As concessionárias de veículo costumam oferecer aos seus clientes uma garantia mínima de rodagem do veículo até a primeira revisão. O artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece que o fabricante deve solucionar qualquer defeito ou problema no veículo no prazo máximo de 30 dias. "Este prazo pode ser estendido se ocorrer um acordo entre ambas as partes", explica a técnica do Procon-SP.Se o fabricante não cumprir este prazo, o consumidor pode exigir a substituição do carro por outro do mesmo modelo, abatimento proporcional no preço final do carro ou pedir a devolução do dinheiro com correção monetária, segundo o Procon-SP. O número de reclamações sobre defeitos em veículos entre janeiro e abril deste ano no Procon-SP chega a 54 queixas e 143 consultas. No ano passado, o Procon-SP recebeu 439 consultas e 88 reclamações sobre defeitos de fábrica em carros novos.Ordem de serviçoO coordenador do Idec, Marcos Diegues, recomendou ao consumidor tentar solucionar o problema mecânico ou de funilaria junto à concessionária em que comprou o veículo. No momento de realizar o conserto, o consumidor deve exigir uma ordem de serviço na qual estejam discriminados todos os problemas no veículo. "Se a concessionária não fornecer a ordem de serviço, o consumidor pode fazer uma lista por escrito dos defeitos e entregar uma cópia à empresa, pedindo um protocolo assinado", ensina Diegues.De acordo com o coordenador do Idec e da técnica do Procon-SP, o consumidor enfrenta muitas dificuldades ao reclamar dos problemas em carros novos nas concessionárias e a maioria dos casos vai para a Justiça. Se o consumidor não conseguir resolver o problema junto à concessionária ou montadora de seu veículo, pode recorrer aos órgão de defesa do consumidor de sua cidade. Se mesmo assim não conseguir solucionar seus problemas, ele poderá recorrer ao Juizado Especial Cível para casos relativos a perdas e danos até 40 salários mínimos, ou na Justiça comum, se o valor do prejuízo for maior.

Agencia Estado,

27 de junho de 2001 | 17h36

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