Cuidados e dicas para compra do material escolar

O início do ano é período de pagamento de impostos, mensalidade escolar, dívidas do Natal e também de planejar a compra da lista de material escolar. Para evitar prejuízos financeiros, a Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, faz algumas recomendações para a compra de materiais e livros escolares.Antes de sair de casa, o consumidor deve verificar se algum material que sobrou do ano passado serve para compor a lista de materiais deste ano. De acordo com a assistente de direção do Procon-SP, Maria Cecília Thomazelli, podem-se reaproveitar lápis, canetas, folhas de sulfite, papel carbono e até livros. "O consumidor deve evitar desperdício", recomenda.Outro atitude indispensável é a pesquisa de preço em diversas papelarias e livrarias. "Nesta época de volta às aulas, a diferença de preços de um mesmo produto varia conforme a região. Por isso, o consumidor deve realizar uma boa pesquisa para economizar", alerta a assistente de direção do Procon-SP. Maria Cecília ressalta que o consumidor deve efetuar, de preferência, o pagamento à vista. Se for parcelar, o consumidor deve evitar pagar juros muito altos.Uma boa saída para o consumidor economizar nesta volta às aulas é reunir um grupo de pessoas que vão comprar as mesmas mercadorias. "Este grupo pode verificar junto à papelarias e livrarias a possibilidade de descontos para diversas listas ou unidades de um mesmo produto", explica Maria Cecília.UniformeCom relação ao uniforme escolar, o consumidor deve verificar se existe esta obrigatoriedade na escola. "Somente se a instituição educacional possuir uma marca devidamente registrada poderá estabelecer que a compra seja feita na própria escola e ou em terceiros pré determinados", explica Maria Cecília. A Lei 8.907 de 1994 estabelece que a escola deve adotar critérios para a escolha do uniforme levando em conta a situação econômica do estudante e de sua família, bem como as condições de clima da localidade em que a escola funciona.Informações ao consumidorA assistente de direção do Procon-SP destaca que o consumidor deve ficar atento às embalagens de materiais como colas, tintas, pincéis atômicos e fitas adesivas, que devem conter informações claras e precisas a respeito do fabricante, importador, composição, e prazo de validade. Se houver algum problema com a mercadoria adquirida, mesmo que seja importada, o consumidor tem seus direitos resguardados pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Para reclamar de produtos não duráveis, o prazo é de 30 dias e para produtos duráveis, o prazo é de 90 dias.Exija Nota FiscalO consumidor deve sempre exigir a nota fiscal com os artigos discriminados, documento indispensável no caso de problemas com a mercadoria. Se a compra for paga com cheques pré-datados, o comerciante deve especificar as datas de depósito na nota fiscal e, também, no verso dos cheques como forma de garantir o depósito na data combinada com a loja. Maria Cecília recomenda evitar compras de marreteiros e camelôs pois, apesar de venderem mais barato, eles não fornecem nota fiscal, dificultando assim a troca ou assistência do produto se houver necessidade.Confira nos links abaixo a compra de materiais pela Internet, as papelarias que entregam em domicílio e a cotação de preços em papelarias e atacadistas.

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