Cuidados para não estourar o orçamento

Para evitar que os gastos de final de ano signifiquem futuros problemas de orçamento apertado, especialistas recomendam evitar financiamentos. Um dos fatores mais importantes para se considerar seriam os juros que incidem nas prestações, que fazem toda a diferença na hora de arcar com as parcelas.Segundo dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em março e abril a inadimplência costuma atingir seu ápice. O presidente da Associação, Alencar Burti, diz que isso acontece, em grande parte, por causa das dívidas que as pessoas acumulam no final de ano. Sua recomendação é a de que o consumidor antecipe o máximo possível as compras para que ele possa pesquisar melhor os preços e saber o que compensará mais: comprar à vista ou a prazo, conforme os custos dos financiamentos. O consumidor tem de levar em conta que os juros no Brasil estão muito elevados. No cheque especial, por exemplo, as taxas podem chegar a 10,5% ao mês, ou 328,87% ao ano. Por isso, recomenda o diretor da Associação dos Direitos Financeiros do Consumidor (Pro-Consumer), Fernando Scalzilli, o consumidor neste final de ano deve primeiro quitar suas dívidas, antes de sair às compras ou fazer aplicações financeiras, e evitar novos endividamentos.Pagamento de impostosO diretor de investimentos do Lloyds TSB, Eduardo Palma, lembra também que há vários compromissos no início do ano que vem, como pagamentos de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), matrículas escolares e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) . Assim, na hora de partir para as compras, é bom lembrar que os gastos devem considerar juros e impostos.

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