Cultura convive com lavoura e pecuária

Em Minas, a integração entre lavoura, pecuária e floresta vem sendo incentivada pelo governo por meio de um programa implantado em 2008. A ideia é aproveitar a mesma área para desenvolver de duas a três atividades diferentes, consorciando o pasto com lavouras de grãos e plantio de florestas.

, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2010 | 00h00

De acordo com a Secretaria estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o chamado sistema ILPF (integração Lavoura/Pecuária/Floresta) é considerado por especialistas uma das melhores práticas sustentáveis da agropecuária. No caso de Minas, existem aproximadamente 25 milhões de hectares ocupados com pastagens, parte degradada.

"A integração aumenta a renda por hectare", destaca o secretário Gilman Viana. "É um vetor de elevado significado para a sustentabilidade da propriedade". Entre a ações do programa, está a aquisição e distribuição de insumos e mil mudas de eucalipto para pequenos produtores.

Renda extra. Com a assistência técnica da Emater-MG, Jovelino Gomes Ribeiro Gonçalves, de 65 anos, decidiu em 2009 plantar eucalipto em dois dos seus 17 hectares, onde cria gado leiteiro, na cidade de Maravilha, região central do Estado. A intenção é garantir renda extra no futuro vendendo a madeira para as indústrias de ferro gusa da região.

"É como uma poupança", ressalta o produtor. "Tenho só seis vacas, produzo só um tiquinho de leite. O eucalipto pode ser um bom negócio, uma renda a mais". Diante da restrição às matas nativas, o pequeno produtor considera o eucalipto um negócio garantido e até já pensa em expandir a área de floresta. "Se aparecer outra proposta dá para aumentar um pouquinho".

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