Cumbica opera 24 horas para finalizar Terminal 3

'Estado' teve acesso à obra, que deve terminar até um mês antes da Copa; espaço será 100% automatizado

MÔNICA REOLOM, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2014 | 02h11

 

Parece uma cidade sendo erguida - e com pressa. Oito mil funcionários - o equivalente a quatro vezes o número de habitantes do prédio do Copan, no centro da capital paulista - trabalham 24 horas, em três turnos, para concluir o Terminal 3 do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Não há muito tempo: em 11 de maio, um mês antes da Copa do Mundo e um ano e sete meses após o início das obras, o primeiro avião tem de estar decolando do pátio.

O Estado teve acesso exclusivo às obras, que alcançam 90% de conclusão neste mês. Em uma caminhada de duas horas, o presidente da GRU Airport, Antônio Miguel Marques, mostrou os principais pontos da construção, que será maior que os três terminais (1,2 e 4) que já existem e terá capacidade para 12 milhões de passageiros/ano.

O espaço para 116 estabelecimentos comerciais já mostra o propósito do prédio. "O terminal foi concebido como um shopping", diz Marques. A ideia é que os passageiros se ocupem durante todo o tempo em que esperam um voo - comprando ou comendo.

Em meio a alpinistas pendurados no teto da área de embarque, que tem um pé-direito de 18 metros ou a altura de um prédio de seis andares, estão as cabines de check-in, já instaladas, no chão de granito vermelho. A única empresa brasileira que se instalará no Terminal 3, exclusivo para voos internacionais, será a TAM.

O terminal terá processos automatizados para facilitar o fluxo de passageiros, como despacho automático de bagagem, portões eletrônicos de controle de imigração e sistema que vai permitir despachar com dez horas de antecedência. Da porta de entrada ao avião, o passageiro praticamente não terá contato com nenhum funcionário.

Consumo. A área restrita de embarque foi definida pelo presidente da concessionária como "5.ª Avenida". É lá que estarão as lojas mais caras - há promessa de marcas como Salvatore Ferragamo e Chanel, ainda não confirmadas. Para comer, Ráscal, Barbacoa e a rede americana Jimmy Buffett's Margaritaville já confirmaram presença.

Além de um free shop de 6 mil metros quadrados, o terminal terá ainda um "hotel alfandegado", que será acessível aos passageiros em conexão. Ou seja: a pessoa não precisará pisar em solo brasileiro antes de reembarcar.

Terminal 4. Apelidado de "puxadinho", o Terminal 4, inaugurado em fevereiro de 2012, não está contemplado nos planos da concessionária e continuará subutilizado. A capacidade é de 5 milhões de passageiros por ano, mas voam, em média, 2 milhões, de apenas duas companhias, Azul e Passaredo. Embora a concessionária afirme que o movimento das empresas deve crescer, a Azul diz "não ter nada definido" para aumentar a frequência dos voos. Já a Passaredo informa estar preparada para a demanda, sem citar planos de ampliação da malha.

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