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Cúpula da UE pede que recursos do FMI sejam dobrados

Medida permitiria que o organismo ajude os países atingidos pela crise financeira global

Agências internacionais,

20 de março de 2009 | 07h44

Os líderes da União Europeia concordaram em pedir que os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) sejam dobrados, permitindo que o organismo ajude os países atingidos pela crise financeira global. A informação consta no esboço final de proposta feito pelos líderes para apresentação em uma cúpula da região nesta sexta-feira, 20. O esboço, que ainda pode sofrer alterações de última hora, sustenta que a UE proporá na cúpula do G20 em abril que se "dobre o recurso do FMI para que o fundo possa ajudar seus membros prontamente e de maneira flexível se eles experimentarem dificuldades em seus balanços de pagamentos". O esboço não faz referência ao tamanho da possível contribuição da UE para que isso ocorra.

 

O financiamento do FMI será a principal questão do encontro de cúpula dos líderes do G-20 no dia 2 de abril, em Londres. O presidente da Comissão Europeia, Jose Manuel Barroso, disse que a UE quer usar este fórum também para destacar a importância do livre comércio durante a desaceleração econômica e pressionar por um instrumento de financiamento comercial de emergência. O G-20 "deve concordar com uma pausa, não concordar com qualquer medida protecionista", disse Barroso, acrescentando que a UE quer um renovado compromisso global para as negociações comerciais da Rodada Doha.

 

Os chefes de Estado optaram ainda por aguardar os efeitos das medidas de estímulo econômico tomadas em dezembro para, só depois, avaliar uma nova injeção de dinheiro público no mercado, como reivindicam os Estados Unidos. No primeiro dia de sua cúpula em Bruxelas, e após vários meses de discussões, os líderes do bloco europeu chegaram a um princípio de acordo sobre o financiamento comum de uma série de projetos de infraestrutura, os quais faziam parte do plano inicial para reativar a economia.

 

Segundo o primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, cujo país encontra-se à frente da Presidência rotativa da UE, os países do bloco são "unânimes em manter a cautelosa", por isso decidiram aguardar os efeitos das iniciativas fiscais implementadas para o período 2009-2010, que totalizam 400 bilhões de euros, ou 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) de todas as nações.

 

Na reunião de quinta, também ficou decidido que os chefes de Estado da UE voltarão a se reunir em 7 de maio, em Praga, para estudar medidas específicas de apoio ao emprego. Quanto à cúpula do G20, que acontecerá daqui a 15 dias, em Londres, os líderes voltaram a denunciar o falso dilema que alguns analistas colocam entre "o estímulo e a regulação" na hora de tratar da atual crise. Nas conclusões que o Conselho Europeu deve aprovar amanhã, o bloco deve insistir na reforma tanto da gestão macroeconômica global como do marco regulador dos mercados financeiros.

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