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Cúpula define o futuro do comércio entre Europa América Latina

A União Européia e a América Latina colocam em jogo esta semana parte do futuro comercial e do programa de investimentos. Os presidentes e chefes de Estado de 48 países (35 latino-americanos e 15 europeus) terão em mãos a decisão de dar ou não um passo firme para a criação de um mercado de pelo menos US$ 100 bilhões. A reunião de cúpula, que será realizada entre sexta-feira e sábado em Madri, é o contraponto entre o futuro dos dois blocos e a Área de Livre Comércio das Américas (Alca).Os europeus sabem que se o Congresso norte-americano aprovar a Trade Promotion Authorithy (autorização para promoção comercial) ainda este mês, poderão estar perdendo terreno frente aos Estados Unidos. Por isso, os 15 países membros do bloco europeu querem encontrar alguma fórmula que permita manter a liderança na região, principalmente por meio de um tratado com o Mercosul. "Trata-se essencialmente de uma reunião de líderes dos dois continentes. Neste momento, não é o caso nem o momento para se tomar decisões", disse o embaixador José Alfredo Graça Lima, chefe da missão brasileira na União Européia em Bruxelas.Chave do sucessoDe acordo com o embaixador, a reunião tem a ambição e vem avançando dentro de processos bilaterias. "Qualquer decisão técnica tem de ser tomada no âmbito do comitê de negociações bilaterais e não aqui", disse o embaixador. Mas alertou, "a chave do sucesso aqui será o equilíbrio".A Europa é hoje o maior investidor e o segundo sócio comercial da América Latina, e, no entanto, ainda permanece à sombra dos EUA. Em certos países da região, como no Mercosul, ou em países como Chile, os europeus ainda são referência comercial. Por isso, será com essas nuances que começará, na sexta-feira, a 2ª reunião de cúpula União Européia/América Latina e Caribe e os chefes de Estado do Velho Continente tentarão recuperar o terreno perdido.Chile e MéxicoUm dos aspectos mais concretos do encontro será a assinatura do acordo de livre comércio entre a UE e o Chile. Será assinado também uma extensão do acordo UE/México. Já com o Mercosul, a reunião deverá ficar, mais uma vez, nas intenções políticas para acelerar, quanto antes, o início das negociações comerciais.Há menos de um mês, por exemplo, a Comissão Européia, órgão executivo da UE, aprovou a liberação de ? 250 milhões (US$ 240 milhões) para o que chamou de "programa estratégico de cooperação" na região. Esses recursos servirão para o período 2002/2006. As principais operações previstas são a promoção de integração regional, o fortalecimento democrático, a iniciativa social para ajudar a reduzir as desigualdades e um programa de prevenção contra desastres naturais.PobrezaA Comissão Européia considera que os dois maiores desafios existentes na América Latina, como resultado da globalização, são a integração regional e a redução da pobreza, que afeta 40% da população. Esse é um claro exemplo da tímida iniciativa dos europeus no que se refere à aproximação comercial com a América Latina. Desde o início da década de 90, a UE vem negociando acordos de cooperação com nações da região, nos quais inclui claros compromissos políticos, culturais e, em parte, econômicos.Mas o aspecto comercial tem sido restrito a países como México, com que fez um acordo de livre comércio há pouco mais de um ano, e com o Chile, que assinará em Madri uma área de livre comércio que entrará em vigor em janeiro do próximo ano. Funcionários europeus reconhecem as sérias dificuldades para acelerar o diálogo com o Mercosul.Um dos entraves para essa aproximação continua sendo a pouca abertura do mercado agrícola europeu e os subsídios concedidos ao setor. Mesmo assim, a Comissão Européia e os 15 países membros vêm fazendo o possível para mostrar a disposição para que, nesta 2ª reunião de cúpula, seja possível dar um "forte impulso" e "estabelecer uma massa crítica de avanço" nas negociações comerciais entre os dois blocos regionais.

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