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''Cúpula do povo'' faz reunião paralela ao G-20

Ativistas tentam chamar a atenção para as populações excluídas ao promover um ?banquete de indigentes? e marchas em Washington

O Estadao de S.Paulo

14 de novembro de 2008 | 00h00

Ativistas anteciparam para ontem os preparativos para o que chamam de "cúpula do povo" - que ocorre em paralelo ao G-20, que começa hoje em Washington - para pedir que as nações pobres sejam lembradas na reunião de Washington. Ontem à noite, enquanto os chefes de Estado e governo eram recebidos pelo presidente dos EUA, George W. Bush, as organizações ofereceram, diante da Casa Branca, "um banquete para indigentes", na tentativa de chamar a atenção sobre a situação dos pobres do mundo. "Só queremos demonstrar resistência a um sistema capitalista que claramente está falhando, porque beneficiou alguns países ricos, em detrimento dos demais", disse Samantha Miller, membro do grupo "Estudantes para uma Sociedade Democrática", de Los Angeles. Segundo Miller, hoje a coalizão de ativistas fará um protesto e uma marcha no Parque Murrow, assim como um fórum popular sobre a crise e a discussão de "visões alternativas" ao sistema de livre mercado, entre outros atos. Cerca de 20 ativistas da agência humanitária Oxfam International fizeram ontem um protesto no Parque Lafayette, na frente da Casa Branca, para exigir que o G-20 não deixe de lado os países pobres nem que saiam de Washington sem um compromisso firme para ajudá-los. "O G-20 representa 90% da economia mundial, mas são apenas 20 países, longe dos 200 no mundo, e entre 1 e 2 bilhões de pobres do mundo não estão representados", disse Gawain Kripke, porta-voz da Oxfam. "Qualquer acordo que saia da reunião tem de incluir ajudas para os países mais pobres. Os países ricos têm a obrigação de cumprir suas promessas de dar assistência ao desenvolvimento das nações emergentes", insistiu Kripke. "Os pobres carregarão a pior parte, sejam as famílias despejadas de seus lares em Detroit ou as crianças que morrem em Mali por falta de cuidado médico básico", enfatizou. Comparada com os mais de mil representantes e assessores que o G-20 levará a Washington, a manifestação da "cúpula do povo", que será realizada apesar da previsão de chuva, talvez não atraia grandes multidões, mas para seus organizadores basta lembrar que os pobres não podem ser deixados de lado.SEGURANÇAO serviço secreto e agências policiais federais e locais instalaram um esquema de segurança especial em torno do edifício do século 19 onde o G-20 vai se reunir. Apesar de todos os serviços de segurança - dos Estados Unidos e dos hóspedes - estarem atentos a possíveis ataques terroristas, a Polícia Metropolitana se preocupa com a possibilidade de protestos em meio à pior crise em oito décadas. No momento em que o desemprego subiu para 6,5% - muito longe dos 25% dos anos da Grande Depressão, mas suficiente para irritar muitos nos Estados Unidos -, as autoridades se preparam para enfrentar protestos contra a ajuda do governo aos bancos.

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