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Cúpula dos Brics é proposta para 2009

Oportunidade de abrir maior diálogo entre países emergentes entusiasma Lula e presidente da Rússia

Wilson Tosta, O Estadao de S.Paulo

27 de novembro de 2008 | 00h00

Marcada por poucos avanços imediatos na cooperação econômica Brasil-Rússia, a visita do presidente russo, Dmitri Medvedev, foi encerrada ontem com um convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos russos para possíveis negócios com o Estado brasileiro. Lula apresentou ao visitante o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e levantou a possibilidade de empresas russas fornecerem equipamentos, como turbinas de eletricidade e linhas ferroviárias, para algumas obras. Medvedev reafirmou a necessidade de Brasil e Rússia, em suas relações comerciais mútuas, irem além das commodities. Os dois firmaram acordos nas áreas militar, espacial e turística - esse, acabando com vistos prévios para visitas de até 90 dias de cidadãos dos dois países. "Falei com o presidente russo sobre as oportunidades que o nosso PAC oferece", afirmou Lula, em seu discurso, após um encontro de pouco mais de duas horas no Palácio Itamaraty. Na véspera, os dois participaram de jantar no Palácio Laranjeiras. Os dois países estabeleceram "uma parceria estratégica e uma aliança tecnológica". Um dos instrumentos assinados permite a aquisição pelo governo brasileiro de tecnologia militar e helicópteros de ataque russos. Também foi assinado instrumento para que a Agência Espacial Brasileira desenvolva um sistema de navegação por satélite no Brasil, alternativo ao GPS, com tecnologia da Rússia. Os dois chefes de Estado saudaram o diálogo entre os países dos Brics e expressaram a importância desse fórum na busca de soluções para os problemas globais. "Temos grandes expectativas para a Primeira Cúpula Presidencial do grupo, a realizar-se na Rússia, em 2009", discursou o presidente do Brasil, que afirmou os brasileiros querem, com o russos, "trocar experiências na área de inteligência, na área de tecnologia, na área de indústria, na área de petróleo". "Afinal de contas, essa crise que nasceu nos países ricos é uma oportunidade para que os países em desenvolvimento não permitam que a crise prejudique o crescimento econômico, a geração de empregos e a distribuição de renda." O russo seguiu para uma visita à Venezuela.

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