Curadores da Fundação Rubem Berta defendem fusão com TAM

O conselho de curadores da Fundação Rubem Berta (FRB), controladora da Varig, circulou carta interna ao colegiado da instituição na qual defende a fusão com a TAM como solução "honrosa e razoável", e diz que a nova empresa será "financeiramente viável, sem riscos de aumentos (de tarifas) para os usuários". A carta foi enviada ontem. Em comunicado aos membros do Colégio Deliberante da FRB, os curadores fizeram exposição dos motivos que levam à fusão com a TAM e de detalhes sobre a nova empresa. Conforme a carta, a solução para o setor deve ser estrutural. "A fusão decorre da avaliação de que a situação financeira (déficits incontroláveis de caixa) e patrimonial (dividas impagáveis) das empresas do Grupo Varig impossibilitam solução individual", diz a carta. Os curadores diagnosticam que as sucessivas renegociações de dívidas realizadas desgastaram o grupo e que o colapso da empresa não interessa nem ao País, nem aos usuários e geraria o desemprego de milhares de pessoas. Registra ainda que a fatia de 5% na nova empresa "é razoável, considerando que o Grupo Varig tem patrimônio líquido negativo e que seus atuais credores terão que realizar substanciais concessões". Os curadores apontam ainda que a fusão equacionará as dívidas de US$ 1,2 bilhão do grupo e que os negócios remanescentes na FRB, dentre eles a VEM, a VarigLog e a Sata, gerarão receita anual suficiente, de US$ 600 milhões, para as necessidades da fundação. Além disso, confirma a contratação, no futuro, de uma assessoria de recursos humanos para definir os quadros da nova empresa e um Programa de Demissão Voluntária (PDV). Sobre a nova empresa, a carta divulga que a marca Varig será mantida e que a empresa resultado da fusão terá "gestão plenamente profissional". "A nova empresa terá que buscar o máximo de eficiência operacional, com regras razoáveis de remuneração, para investir, honrar o empréstimo do BNDES e as demais dívidas e pagar dividendos sem aumentar as tarifas cobradas aos usuários", diz a carta. Isto seria possível, segundo o documento, porque a fusão vai gerar economias e haverá concorrência, já que a projeção é de que a nova empresa terá 60% do mercado doméstico.

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