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Custo alto e demanda fraca assolam empresas argentinas

Análise de especialistas aponta que empresas na Argentina tentam ajustes para sobreviver na crise

Ariel Palacios, da Agência Estado,

13 de agosto de 2009 | 15h58

Aumento de custos e vendas anêmicas. Esta é a mistura depressiva que assola as empresas argentinas, segundo um relatório elaborado pela consultoria Ecolatina. "Se bem os custos das empresas desaceleram, ainda crescem a um ritmo em média de 15%. As tarifas industriais de energia elétrica aumentaram 17,6% no último ano. E além disso, os custos salariais vinculados ao setor formal da economia aumentam 20% em média." Para complicar, indica o relatório, por causa da alta dos preços dos combustíveis, os gastos da logística elevaram-se em 20%.

 

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A Ecolatina, fundada pelo ex-ministro da Economia Roberto Lavagna, sustenta que as empresas começaram a ajustar a produção, com o consequente cancelamento de planos de investimentos e posteriores efeitos negativos no mercado de trabalho. Além disso, indica que a retração do consumo deixa as empresas em um "delicado equilíbrio" para que elas não transfiram o aumento dos custos e não comprometam mais ainda a demanda "anêmica".

 

Segundo a consultoria, "a contração da atividade econômica não foi suficiente para desarticular a inflação". Por este motivo, "o cenário de estagflação continuará em vigência a curto prazo e a indexação da economia continuará operando". A Ecolatina afirma que existe total ausência de uma política anti-inflacionária integral.

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