Custo da cesta básica cai de novo em 15 capitais

A pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), mostra que em outubro o custo do conjunto de gêneros essenciais voltou a cair em quinze das dezesseis capitais analisadas. Apenas em Belo Horizonte o valor subiu 1,63%. As maiores quedas ocorreram em capitais do Nordeste: Fortaleza (-6,10%), Recife (-5,87%) e Salvador (-5,35%), enquanto em localidades como Brasília (-0,60%), São Paulo (-0,69%) e Goiânia (-0,99%), as retrações foram mais contidas. Porto Alegre (R$ 179,82) e São Paulo (R$ 177,14) mantiveram-se como as capitais onde o conjunto de treze produtos alimentícios básicos registra os maiores preços, enquanto os menores valores foram apurados em Recife (R$ 123,81), Salvador (R$ 125,49) e Fortaleza (R$ 127,41), cidades onde são acompanhados mensalmente preços de doze itens.MínimoTomando por base o valor apurado em Porto Alegre, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as necessidades de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, educação, transportes, saúde, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese estima que, em outubro, o salário mínimo deveria ser de R$ 1.510,67, ou seja, 5,81 vezes o piso vigente. Em setembro, o mínimo necessário equivalia a 5,89 vezes o mínimo em vigor, e, em outubro de 2003, quando o salário mínimo era de R$ 240,00, eram necessários 5,79 salários para atender à determinação legal. Para adquirir o conjunto de alimentos básicos, o trabalhador que ganha salário mínimo, na média das dezesseis capitais pesquisadas, precisou cumprir uma jornada de 127 horas e 45 minutos. No mês anterior, a mesma compra exigia a realização de 131 horas e 3 minutos e, em outubro de 2003, necessitava 129 horas e 52 minutos.

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