Custo da construção chega a R$ 840,75 por metro quadrado

Após crescer 0,24% em março, o custo médio do metro quadrado de construção ficou 0,14% mais caro em abril, segundo divulgou nesta terça-feira o Banco de Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). A alta foi impulsionada pelo Custo Unitário Básico (CUB) da mão-de-obra, que no período ficou 0,24% mais caro. Em reais, o custo médio geral está em R$ 840,75 por metro quadrado.Os serviços prestados chegaram a R$ 429,41 por metro quadrado. As variações mais significativas neste item foram observadas em Sergipe, onde os trabalhadores passaram a cobrar 8,13% a mais; na Bahia, com 1,83%; e no Ceará, com 1,06%. Na contramão do resultado, foram registradas quedas no Rio de Janeiro, de 0,38%; e no Rio Grande do Sul, de 0,09%.O CUB dos materiais subiu 0,04% no período, correspondendo a R$ 411,32 por metro quadrado. As altas mais expressivas ocorreram no Maranhão, com 3,71%; e em Minas Gerais, com 1,04%. O índice total foi freado pelas quedas ocorridas em Mato Grosso, de 4,8%; Sergipe, de 1,68%; Alagoas, de 0,84%; Rio de Janeiro, de 0,61%; em Goiás, de 0,47%; e Pernambuco, de 0,30%.Com a alta global, o CUB acumula no ano aumento de 0,90% de 4,43% nos últimos 12 meses.Regiões O Nordeste foi a região onde ficou mais caro construir e reformar. O custo total subiu 0,89%, com destaque para a mão-de-obra, com alta de 1,59%. Já os materiais ficaram 0,31% mais caros.Em seguida veio o Norte, com alta de 0,37%. O CUB mão-de-obra manteve-se estável enquanto o custo com os materiais de construção apresentou incremento de 0,70%. Já no Sul, o aumento foi de 0,08%, com alta de 0,14% nos materiais e estabilidade nos serviços prestados. A região Sudeste foi a que teve a menor valorização do CUB, com aumento de 0,04%. A alta de 0,15% dos materiais foi freada pela queda de 0,05% no CUB da mão-de-obra. Deflação A deflação ficou a cargo do Centro-Oeste, onde ficou 0,47% mais barato construir e reformar, na passagem de março para abril . O responsável foi o barateamento do custo dos materiais, com 0,95%. A mão-de-obra, por sua vez, ficou 0,05% mais cara.

Agencia Estado,

23 de maio de 2006 | 11h35

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