Custo da crise para o Brasil foi menor, afirma Meirelles

Segundo o presidente do BC, aumento do investimento estrangeiro no País colaborou com saída da recessão

LUCINDA PINTA, Agencia Estado

21 de setembro de 2009 | 14h50

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, adiantou nesta segunda-feira, 21, que nos primeiros 28 dias de agosto a média diária de concessão de crédito no País ficou perto de R$ 7 bilhões. Esse dado foi apresentado junto com outros indicadores econômicos que mostram, segundo ele, "que o custo da crise para o Brasil foi menor do que para outros países".

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Ele destacou, por exemplo, que o investimento estrangeiro direto para o Brasil voltou a crescer e deve ficar perto de US$ 25 bilhões. Ainda observou que a massa salarial segue positiva e deve aumentar 4% este ano e que a alta do emprego "dá tração de retomada à economia". Ele participa de um evento em São Paulo.

 

Valorização do real

 

Mantega disse que a valorização do real ante o dólar é "natural", pois a economia brasileira está mais sólida e atraente para os investidores internacionais. "Temos de pagar um pouco o preço do nosso sucesso, que é termos um câmbio um pouco mais valorizado", afirmou o presidente do BC.

O ministro ressaltou que o câmbio, atualmente ao redor de R$ 1,80, está menos valorizado do que no período pré-crise, quando chegou a R$ 1,60, mas disse que o governo precisa continuar a comprar de dólares para diminuir a pressão sobre a balança comercial. "Temos de continuar comprando agressivamente dólares, aumentando reservas, para diminuir a pressão que isso possa ter sobre a balança comercial", acrescentou.

Mantega admitiu que a valorização do câmbio "atrapalha um pouco" os exportadores. Ele disse que o governo está desenvolvendo um programa para reduzir custos nas áreas financeira, tributária e de infraestrutura e aumentar a competitividade da indústria. O objetivo é compensar os produtores brasileiros e oferecer a eles as mesmas condições de competição dos estrangeiros. Mantega não disse quais seriam essas medidas, mas ressaltou que há espaço para elas, apesar da queda da arrecadação e da manutenção das metas de superávit primário - economia do governo para o pagamento dos juros da dívida externa - para este ano e para 2010.

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