Custo da energia no País é preocupante, diz Tolmasquim

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse nesta quinta-feira, 12, que não há risco de faltar energia nos próximos anos no Brasil, mas reconheceu que há, sim, um problema de aumento de custo da energia. Segundo ele, as dificuldades para se conseguir licenças ambientais têm aumentado a necessidade de uso de energia produzida por termelétricas, em audiência pública na Câmara dos Deputados. "Quanto mais demorarmos a viabilizar os projetos hidrelétricos, mais cara ficará a energia. Não tem milagre", disse Tolmasquim, em debate promovido pela Comissão de Minas e Energia em conjunto com a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Ele afirmou que, em nome do meio ambiente, o Brasil corre o risco de perder uma posição de destaque no mundo, porque 44% de energia provêm de fontes renováveis, e, aumentando a produção térmica, o País corre o risco de virar um grande vilão na emissão de C02. Tolmasquim mencionou os leilões que serão realizados neste ano. O primeiro, previsto para o dia 24 de maio, prevê a oferta de 4.722 MW provenientes de fontes alternativas, como biomassa, vento e pequenas centrais hidrelétricas. Em junho, haverá outros dois leilões, e serão licitados 213 empreendimentos capazes de gerar 25.800 MW.

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