Custo da isenção do Sudeste seria alto para governo

Segundo analista, região representa 90% da produção nacional; Medida incentiva investimentos em outros locais

Yolanda Fordelone, do estadao.com.br,

09 de dezembro de 2009 | 15h56

A escolha das regiões com isenção de IPI (Imposto sobre Produtos industrializados) e PIS/Cofins para investimentos no setor de petróleo foi estratégia, de acordo com especialistas. O governo anunciou nesta quarta-feira, 9, a isenção destes tributos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País.

"O Sudeste tem um grande peso na produção do petróleo, de cerca de 90% segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo)", avalia o analista de petróleo e energia da consultoria Tendências, Walter De Vitto. "Se cortar os impostos nessas regiões custará R$ 1 bilhão para o País, o custo na arrecadação seria muito maior se incluísse o Sudeste."

Além do peso na arrecadação, o analista acredita que as regiões foram escolhidas como forma de incentivar o investimento no setor nos locais. "Desconheço potencial de produção no Centro-Oeste. No Norte e Nordeste, já há algumas áreas."

Segundo ele, já existem empresas com concessão de exploração nos locais, mas não há grandes projetos, pois investir nessas áreas é considerado mais arriscado. "O custo-benefício hoje é considerado baixo. A isenção dos tributos barateia o investimento, o que pode torná-lo mais atrativo", diz.

Ainda pode ter pesado na escolha das regiões algum tipo de pressão política. "Não sei se houve ou não, mas todo estado quer ter uma atividade como esta na região", comenta.

 

 

 

 

 

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