Custo de dívida de curto prazo da Espanha quase triplica

Os custos de empréstimo da dívida de curto prazo da Espanha quase triplicaram no leilão realizado nesta terça-feira, destacando as finanças precárias do país, que luta contra recessão e lida com uma crise de dívida entre seus bancos recém-rebaixados.

REUTERS

26 de junho de 2012 | 08h08

O rendimento pago para o título de 3 meses foi de 2,362 por cento, acima da taxa de 0,846 por cento registrada no mês passado. Para os papéis de 6 meses, o rendimento saltou para 3,237 por cento ante 1,737 por cento em maio.

A Espanha já pediu para os parceiros da União Europeia (UE) até 100 bilhões de euros em ajuda para seus bancos, mas os mercados financeiros não diminuíram a pressão, vendo boa parte dos esforços da UE como apenas soluções temporárias.

"O fracasso em ver alguma força na cúpula da UE desta semana, como parece decididamente possível, provavelmente colocará mais pressão sobre os rendimentos espanhóis, aumentando rapidamente o prospecto de outros resgates", disse o estrategista do Rabobank Richard McGuire.

Os líderes europeus se encontrarão na quinta e sexta-feiras em mais uma tentativa de solucionar a crise da dívida do bloco, que já dura dois anos e meio.

O Tesouro vendeu 1,6 bilhão de euros (2 bilhões de dólares) em títulos com vencimento em 3 meses e 1,48 bilhão de euros (1,9 bilhão de dólares) em papéis de 6 meses, que juntos superaram a meta de 2 a 3 bilhões de euros.

(Reportagem de Nigel Davies; reportagem adicional de Amanda Cooper)

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