Ernesto Rodrigues/ Estadão
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Covid-19

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Custo de isolamento social para a economia é de R$ 20 bilhões por semana, diz Economia

Documento alerta que as projeções podem ser muito piores caso a paralisação dure por um período maior do que até 31 de maio

Thaís Barcellos e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2020 | 11h39

BRASÍLIA - Um estudo da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, divulgado nesta terça-feira, 13, estimou que o custo do isolamento social para a economia do País é de R$ 20 bilhões por semana. 

Segundo o documento, os custos imediatos foram estimados a partir de um levantamento detalhado de informações para os 128 produtos da Tabela de Recursos e Usos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O isolamento social é defendido por autoridades sanitárias, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS), como forma de evitar propagação veloz da covid-19 e o colapso do sistema hospitalar. 

O estudo do Ministério da Economia afirma que os impactos econômicos podem ser decompostos em três pontos: impacto imediato diante das restrições à produção e ao consumo; duração do período de recuperação; e impacto sobre a trajetória de longo prazo da economia.

No caso do efeito sobre a trajetória de longo prazo da economia, o documento alerta que as projeções podem ser muito piores caso a paralisação dure por um período maior do que até 31 de maio. 

A SPE destaca que os efeitos da quarentena não se dão somente para o período em que vigora, mas tem efeitos para os trimestres e anos posteriores.  

Atualmente, a previsão é de reduções estruturais no nível do PIB de longo prazo de 5%, em comparação com o cenário de nenhum impacto no longo prazo, o que diminuiria o PIB semanalmente em m quase R$ 5 bilhões no segundo semestre e em R$ 7,5 bilhões em 2021, considerando o cenário de retomada cíclica até o segundo trimestre do ano que vem.

Em caso de queda de 10% do PIB de longo prazo, as reduções semanais do PIB seriam de R$ 10 bilhões e R$ 14,1 bilhões para o segundo semestre de 2020 e para todo ano de 2021, respectivamente.

“Mais uma vez é necessário destacar que se considerou como hipótese base o caso de fim do período de isolamento social em 31 de maio de 2020. Caso o isolamento seja estendido os resultados seriam muito piores, e quanto maior a extensão do isolamento mais lenta deve ser a recuperação e pior a trajetória de longo-prazo, diante do aumento do impacto no endividamento da economia, e da falência de empresas e destruição de empregos”, diz a nota da SPE.

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