Custo de produção da pecuária de corte no Brasil sobe mais que arroba, diz Cepea

Os custos de produção da pecuária de corte tiveram forte alta no primeiro semestre nas principais áreas produtoras do Brasil, superando o incremento no preço da arroba, puxados pelos gastos com reposição de animais e suplementação mineral, mostrou nesta sexta-feira acompanhamento do Centro de Estudos Avançados em Economia (Cepea).

REUTERS

08 de agosto de 2014 | 13h51

Os números do estudo, divulgados em informativo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mostram que o preço médio do Custo Operacional Total (COT) subiu 10,72 por cento e o Custo Operacional Efetivo (COE) 12,87 por cento nos primeiros seis meses de 2014, nos 11 principais estados produtores.

No mesmo período, o preço do boi gordo subiu 8,56 por cento, com o maior percentual de alta desde 2010, conforme a média mensal do Indicador ESALQ/BM&FBovespa, num momento em que o Brasil registra exportações recordes de carne bovina.

A alta dos custos superior ao preço pago pela arroba ao produtor mostra um aperto das margens dos pecuaristas, que tiveram no primeiro trimestre preços nominais recordes, acima de 125 reais/arroba. No segundo trimestre, alegando menores vendas no atacado, frigoríficos tentaram adquirir o boi a valores mais baixos.

Os custos com o bezerro para a pecuária de corte subiram 22 por cento, segundo o acompanhamento do Cepea, enquanto a suplementação mineral avançou 4,53 por cento. Os custos com mão de obra no período aumentaram 6,78 por cento.

"Além dos preços recordes do bezerro, a valorização dos suplementos minerais, contribuiu para elevar os custos", informou o Cepea, acrescentando que a pressão do gasto foi maior no segundo trimestre.

O COE refere-se às despesas do setor ao longo do ano, enquanto o COT inclui também o custo de oportunidade do capital investido.

(Por Fabíola Gomes)

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