Custo de vida cai pela terceira vez seguida em SP

A inflação apurada na cidade de São Paulo em junho pelo Índice do Custo de Vida (ICV), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), ficou negativa em 0,21%. Segundo informou nesta quinta-feira a coordenadora do índice, Cornélia Nogueira Porto, esta é a terceira deflação seguida por este indicador no município, mas ela já mostra uma diferença de 0,16 ponto porcentual para baixo em relação à taxa de -0,37% em maio.Segundo a coordenadora, foram responsáveis por esta redução de velocidade de queda dos preços as altas de 1,36% do grupo Saúde e de 0,48% do grupo Habitação, com contribuições de 0,20 ponto porcentual e 0,11 ponto porcentual, respectivamente. Asseguraram a queda as taxas negativas de 1,32% no grupo Transportes e de 1,15% dos alimentos. Do lado das altas, as contribuições vieram dos reajustes de 1,69% do subgrupo assistência médica, da elevação de 1,80% nos seguros e convênios médicos, do reajuste de 1,16% das consultas e de uma ligeira alta de 0,06% nos medicamentos e produtos farmacêuticos.Dentro do grupo Habitação, as pressões vieram da conservação do domicílio (2,92%), como resultado dos aumentos de material de construção (1,55%) e, em especial, do fio elétrico (8,29%). Também sofreu aumento o custo da mão-de-obra da construção civil, de 4,26%.No grupo Transportes, a maior queda foi verificada no subgrupo Transportes Coletivos (1,68%), em conseqüência da diminuição do preço do bilhete de integração do metrô e em função da implantação da política do bilhete único. No subgrupo Transporte Individual, com redução de 1,19%, o responsável foi a deflação do preço do álcool combustível (-6,57%).No grupo Alimentação, as quedas foram registradas nos preços dos produtos in natura e semi-elaborados (-2,93%), com destaque para as frutas (-6,69%), hortaliças (-12,81%), legumes (-10,61%), raízes e tubérculos (-4,85%), grãos (-2,01%), carnes (-0,56%), aves e ovos (-1,49%). O ICV mede a variação dos preços em quatro grupos: alimentação, transportes, saúde e habitação. A pesquisa é realizada no município de São Paulo, pegando todas as faixas de renda.

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