Custo de vida do paulistano é o maior desde 2004

O custo de vida no município de São Paulo apresentou variação de 0,95% em janeiro, 0,30 ponto porcentual acima da taxa registrada em dezembro (0,65%). A inflação da capital paulista do mês passado é a maior apurada desde julho de 2004, quando chegou a 1,21%, e supera a de janeiro de 2006 (0,72%) em 0,23 ponto porcentual. Os cálculos foram feitos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que divulgou o resultado do Índice do Custo de Vida (ICV) nesta quinta-feira.De acordo com o documento, a taxa mais elevada de inflação no mês passado foi pressionada pelos grupos educação e leitura, alimentação e transporte que, juntos, contribuíram com 0,90 ponto porcentual no resultado da inflação de janeiro (0,95%). Entre as despesas com educação e leitura (4,97%), o maior aumento ocorreu para o subgrupo educação (5,06%), conseqüência da alta nas mensalidades escolares.Os destaques foram dos seguintes cursos: pré-primário (7,93%), maternal (7,87%), segundo grau (6,41%), primeiro grau de 5ª a 8ª série (6,34%) e universitário (5,55%). "Também chama atenção o reajuste dos livros didáticos (4,63%). No subgrupo leitura (3,58%), a taxa é resultado da elevação observada nas revistas (9,68%)", consideraram os técnicos do Dieese na nota.Na alimentação (1,20%), os subgrupos apresentaram taxas distintas, com aumento mais expressivo para produtos in natura e semi-elaborados (1,92%). Este comportamento, de acordo com os pesquisadores, é justificado pelo clima pouco favorável no período. Os subgrupos dos produtos da indústria alimentícia e da alimentação fora do domicílio apresentaram alta de 0,65% e 0,78%, respectivamente."Nos produtos da indústria alimentícia, as variações dos preços foram pequenas, merecendo destaque apenas os reajustes observados no café em pó (3,12%) e nos óleos comestíveis (4,77%)", salientaram. Na alimentação fora do domicílio (0,78%), os aumentos foram semelhantes nos seus itens: refeição principal (0,77%) e lanches (0,80%).No caso de transporte, que também apresentou taxa elevada (1,34%), mereceu destaque do Dieese a alta no subgrupo individual (1,74%), conseqüência do aumento acentuado no preço do álcool (11,52%). O transporte coletivo (0,39%) apresentou pequena oscilação em sua taxa, devido ao reajuste do ônibus escolar (6,10%)."Os demais grupos, que compõem o ICV-Dieese, apresentaram comportamento estável", disseram os técnicos na nota. Eles destacaram, porém, a queda ocorrida no grupo vestuário (-0,42%) devido às liquidações de verão, que resultaram em taxa negativa nas roupas (-0,89%) e positiva nos calçados (0,36%).

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