Custo de vida do paulistano sobe 0,21% em fevereiro

O Índice do Custo de Vida (ICV) subiu 0,21% em fevereiro na capital paulista, conforme informou nesta quinta-feira, 8, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O resultado representou forte desaceleração, de 0,74 ponto porcentual, na inflação do município, já que, em janeiro, o índice havia avançado 0,95%.De acordo com o Dieese, o ICV de fevereiro é resultado de aumentos ocorridos nos grupos saúde (1,08%), alimentação (0,32%) e transporte (0,27%), que foram, em parte, compensados pela quedas de preços nos grupos vestuário (-1,07%), habitação (-0,09%), recreação (-0,18%), equipamento doméstico (-0,17%) e despesas pessoais (-0,28%). Os grupos educação e leitura e despesas diversas apresentaram no mesmo período altas de 0,07% e 0,08%, respectivamente.Mais ricosA inflação na capital paulista em fevereiro repetiu o movimento de janeiro e voltou a ser mais expressiva para os ricos do que para a camada da população com menor poder aquisitivo. Além do índice geral, o Dieese calcula mensalmente mais três indicadores de inflação, conforme os estratos de renda das famílias paulistanas. No primeiro grupo, que corresponde à estrutura de gastos de um terço das famílias mais pobres (com renda média de R$ 377,49), a inflação foi de 0,14%; no segundo, que contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento (renda média de R$ 934,17), a taxa foi de 0,16%; e, no terceiro, que reúne as famílias de maior poder aquisitivo (renda média R$ 2.792,90), a variação ficou em 0,27%, único resultado que superou o do índice geral (0,21%).O principal fator para diferença entre as taxas foram a altas de preços no grupo saúde, de 1,08% no índice geral e de 1,16% no ICV dos consumidores com maior renda. Segundo o Dieese, este movimento do grupo foi influenciado pelas elevações nos contratos de assistência médica (1,57% no ICV geral e 1,51% no grupo de maior renda). Comportamento semelhante ocorreu no grupo Transporte (0,27% no índice geral e 0,38% para os mais ricos).Entre a população com menor poder aquisitivo, a alimentação foi o grupo que mais pesou. A variação foi de 0,32% no índice geral; de 0,37% para os mais pobres; de 0,32% no grupo intermediário; e de 0,33% entre os mais ricos.O Dieese destacou que, apesar da inflação maior para as pessoas com maior poder aquisitivo em fevereiro, foi neste grupo que o ICV também apresentou a maior desaceleração, de 0,84 ponto porcentual, ante a inflação do mês de janeiro (1,11%). Este movimento foi mais significativo do que a desaceleração verificada no grupo intermediário, de 0,62 ponto; e no grupo com menor renda, de 0,49 ponto porcentual. No primeiro bimestre de 2007, o ICV acumula alta de 1,16%. Nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro, a elevação acumula taxa de 2,90%.Matéria alterada às 16h25 para acréscimo de informações

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