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Custo de vida do paulistano sobe 0,69% em janeiro

Aumento nos gastos com Educação puxa Índice de Custo de Vida, medido pelo Dieese, no mês

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

09 de fevereiro de 2009 | 12h16

O aumento de 5,76% nas despesas com Educação em janeiro elevou para 0,69% a inflação apurada na cidade de São Paulo pelo Índice do Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em dezembro, o ICV havia subido 0,10%.   Veja também: IPC-S sobe 0,81% na 1ª prévia do mês após 0,83% em janeiro Entenda os principais índices   De acordo com o a coordenadora do indicador, Cornélia Nogueira Porto, o aumento da variação dos itens relacionados à área de Educação respondeu por 0,44 ponto porcentual de toda a inflação registrada no município no mês passado. Isso significa, que, se não fosse o impacto do grupo, o ICV teria fechado janeiro com uma variação em torno de 0,25%.   Vale destacar o peso do grupo na composição do índice porque outros grupos também importantes tiveram aumentos significativos em janeiro, como a Alimentação, por exemplo, que subiu 0,51%, depois de ter recuado 0,20% no mês anterior. No entanto, a participação da inflação dos alimentos no índice geral foi de 0,14 ponto porcentual.   Poder aquisitivo   A inflação medida na cidade de São Paulo em janeiro pelo ICV castigou mais o orçamento das famílias com maior poder aquisitivo, com renda média de R$ 2.792,20. Enquanto o índice pleno fechou o mês passado com alta de 0,69%, para as famílias consideradas mais ricas pelo Dieese a inflação foi de 0,88%.   A explicação para este acontecimento, de acordo com a coordenadora do ICV, Cornélia Nogueira Porto, foi o aumento de 5,76% nas despesas com Educação. O impacto deste aumento na taxa de inflação destas famílias foi de 0,58%. Os maiores aumentos foram verificados nas mensalidades dos cursos fundamental (8,30%), médio (8,20%) e universitários (6,30%).   A inflação também foi maior para os mais ricos porque a alimentação fora do domicílio subiu 1,40% em janeiro enquanto o grupo todo passou por um reajuste médio de 0,51%. Para Cornélia, no que diz respeito à educação, as famílias não têm muito o que fazer já que trocar os filhos de escola não é um dos procedimentos mais simples. "É uma pena", lamenta a coordenadora.   No caso das famílias mais pobres, com renda média mensal de R$ 377,49, a inflação castigou menos, uma vez que da sua renda muito pouco é destinado para gastos com Educação e alimentação fora do domicílio. Mas se comparado com dezembro do ano passado, quando a inflação para estas famílias caiu 0,15%, a pressão da alta de 0,51% do grupo Alimentação foi muito forte. O ICV para estas famílias no mês passado foi de 0,35%.   Para as famílias do estrato de renda intermediário, de R$ 934,17, em média, o ICV registrou uma inflação de 0,45%, o que foi uma forte aceleração dado que em dezembro a taxa foi zero. Isso porque as pressões dos gastos com alimentação influencia muito o orçamento destas famílias além dos aumentos registrados em alguns preços como os de locação de imóveis, impostos e condomínios (0,91%) e Despesas Pessoais (1,09%) e Equipamento Doméstico (0,68%).   O ICV confirmou ainda uma queda de 0,75% nos preços do grupo Vestuário devido às liquidações das roupas cujos preços caíram 1,41%. Os calçados tiveram seus respectivos preços aumentados em 0,25%.

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