Cristina Canas/Estadão
Cristina Canas/Estadão

'Custo do crédito tem caído para pessoas e empresas', diz diretor do BC

Le Grazie também ressaltou que o crédito imobiliário tem crescido e que País deve terminar o ano com 400 fintechs

Thaís Barcellos, Francisco Carlos de Assis e Cynthia Decloedt, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2018 | 10h14

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Reinaldo Le Grazie, destacou que o custo de crédito tem caído, conforme o Indicador de Custo de Crédito (ICC), desde o final de 2016, tanto para pessoas jurídicas quanto para pessoas físicas. A declaração foi dada na abertura do Prêmio Finanças Mais, do Grupo Estado, nesta terça-feira em São Paulo.

+ Reformas são importantes, mas é preciso ambiente de negócios melhor, diz Maria Silvia

Le Grazie também ressaltou que o crédito imobiliário tem crescido, com spreads baixos, passando de 5% do crédito total há 10 anos para 20% atualmente. Le Grazie, em sua fala, também exaltou os avanços da Agenda BC+, como a simplificação de compulsórios, acordos econômicos, que, segundo ele, dão segurança para o mercado, além da criação da TLP (taxa de longo prazo, que substituiu a TJLP nos financiamentos do BNDES).

“O arcabouço de compulsórios hoje é mais simples.” Ele também comentou sobre a centralização das liquidações, que tem se mostrado adequada.

Fintechs. Le Grazie destacou entre as ações promovidas pela instituição para dar eficiência ao mercado a normatização e o estímulo a fintechs. “É importante manter barreiras baixas para os novos entrantes no mercado de crédito." Segundo ele, o Brasil aparece “bem na foto” no universo de fintech no mundo.

+ Trabalhador pode transferir conta salário para fintech; entenda

Em números, conforme Le Grazie, o Brasil terminou o ano passado com 320 empresas desse tipo e deve alcançar 400 neste ano. “É um número alto.”

O diretor destacou que as fintechs têm sido um bom instrumento para melhorar o ambiente de meios de pagamento, como, por exemplo, o uso do cartão de crédito como crédito e de débito como forma de pagamento.

O diretor do BC também destacou que todas propostas dessa agenda são pensadas sempre em discussões com o mercado. 

Tudo o que sabemos sobre:
créditoBanco Central do Brasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.