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Custo financeiro reduz competitividade brasileira, diz a Fiesp

Quando a indústria brasileira concorre internacionalmente com a de outro país, já sai perdendo em média 20% em preço, afirmou, nesta quarta-feira, o diretor de Competitividade Industrial da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Mario Bernardini.De acordo com estudo divulgado hoje pela Fiesp, feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com um custo financeiro de capital de giro de 45% ao ano, as empresas dos 30 setores pesquisados têm os produtos encarecidos em média 10,34%.Mochila de 20 quilosSe forem somados os impactos da tributação em cascata (PIS/PASEP, Cofins e CPMF), que, nos mesmos setores, segunda outra pesquisa da FGV, chegam a 9,1% em média, o produto brasileiro fica encarecido em torno de 20%. "Na disputa do mercado internacional, já saímos com uma mochila de 20 quilos nas costas", afirmou Bernardini.O levantamento divulgado, nesta quarta, pela Fiesp leva em conta ainda duas outras faixas de custo de capital de giro, de 15% e 30% ao ano, que elevam os preços dos produtos em 3,8% e 7,22% em média, respectivamente.A Fiesp faz a conta utilizando o impacto do capital de giro a 45% ao ano porque é o mais próximo da realidade da indústria hoje. "Com a Selic em 18,5% ao ano mais o spread bancário, o industrial só consegue financiamento hoje pagando de 40 % para cima", explicou o diretor.Spread bancário é pior que taxa de jurosMais importante do que reduzir a taxa básica de juros, a Selic (18,5% aoano), é cortar o spread bancário, o maior vilão do alto custo de capital de giro para o setor produtivo, disse Bernardini."Há dois movimentos importantes: aredução da Selic e do spread bancário. Mas é imprescindível reduzir os juros de mercado para próximo dataxa básica."Segundo ele,mesmo que o spread fosse bem próximo da Selic, ainda estaria distante da média cobrada mundialmente, de4% a 6% ao ano. "O que mais encarece o custo de capital no Brasil é o spread, não a Selic", disse.

Agencia Estado,

15 de maio de 2002 | 17h45

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