Custo menor do álcool aumenta competitividade do Brasil

O Brasil é o único país que tem a possibilidade de atender à demanda internacional de álcool no curto prazo. A afirmação foi feita por Peter Baron, presidente da Organização Internacional do Açúcar (OIA), com sede em Londres, e que está em São Paulo para participar da Terceira Conferência Datagro de Açúcar e Álcool, que ocorre hoje no Grand Hyatt Hotel.Segundo ele, o custo de produção do álcool e açúcar no Brasil é o menor do mundo e os produtores nacionais tem de aproveitar a vantagem competitiva para se firmar neste mercado. "Nos próximos 6 anos, a demanda por biocombustíveis vai aumentar e o Brasil tem de estar preparado para atendê-la", disse. Baron ressalta que a produção do álcool é a melhor alternativa existente hoje para retirar a pressão sobre os preços do açúcar, mais baixos em razão do excesso de estoques e da pouca demanda. "O álcool é o principal subproduto da cana depois do açúcar e que pode auxiliar no equilíbrio do volume de cana destinado à produção de açúcar", disse. Baron lembrou também que o álcool passou a ser importante devido a questão ambiental, de ser um combustível renovável e não poluente. "O problema do álcool é que ele é caro para a maioria dos países, principalmente aqueles que utilizam o milho para fabricá-lo. Não é o caso do Brasil", disse. O presidente da OIA lembra que, além do Brasil, outros países estão buscando tecnologia para produzir álcool combustível de cana de açúcar, como a Índia, Irlanda, Austrália, França, Alemanha, Estados Unidos e Filipinas. "Mas nenhum conta com o benefício do custo baixo de produção que o Brasil tem", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.