Customizando apartamentos e escritórios

O bairro da Vila Madalena é conhecido como um dos mais importantes redutos de boemia e arte na capital paulista. Não foi por acaso, assim, que a incorporadora Idea Zarvos escolheu essa região da zona oeste de São Paulo para lançar seus empreendimentos. Para o proprietário Otávio Zarvos, a modernidade e a criatividade que fazem parte do dia a dia da vila combinam perfeitamente com os edifícios comerciais e residenciais diferenciados da empresa.

Aiana Freitas, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2010 | 00h00

A Idea Zarvos foi criada há seis anos e se autointitula uma "agência de ideias". Um de seus pilares é a chamada "arquitetura aberta": as plantas internas de apartamentos e escritórios são totalmente flexíveis, oferecendo diversas opções de customização mesmo de áreas frias, como cozinhas e banheiros.

Não é só pelo lado de dentro, no entanto, que os empreendimentos da Idea Zarvos se diferenciam. Eles têm atraído a atenção de moradores e trabalhadores que circulam pela Vila Madalena também por conta das fachadas. O edifício comercial João Moura, por exemplo, é caracterizado por grandes janelas e varandas com jardins - a ideia é permitir que quem trabalhar ali possa se dar ao luxo de relaxar ou fazer reuniões ao ar livre, embaixo da copa de uma árvore.

Sustentabilidade. Também com destino comercial, o W305 foi projetado pelo arquiteto Isay Weinfeld - premiado internacionalmente por outro projeto da própria Idea Zarvos, o 360º. O W305 tem bicicletário e vestiário para estimular que os funcionários dos escritórios possam deixar o carro em casa. Assim como os demais empreendimentos da incorporadora, tem uma fachada que se destaca pelos vidros que permitem a livre entrada de iluminação natural - a sustentabilidade é outra das bandeiras da empresa.

Segundo Otávio Zarvos, o custo de construção de empreendimentos como esses é de 10 a 20% maior do que o de um edifício convencional. O design, no entanto, é uma aposta da empresa. "O brasileiro percebe bem o conceito de design em alguns produtos, como celulares, carros e móveis. Em imóveis isso ainda é uma novidade. Mas acredito, ainda assim, que o design é uma tendência no mercado imobiliário brasileiro", diz. "Já a flexibilidade ainda é um luxo pelo qual poucos podem pagar", admite.

O arquiteto Fábio Abreu de Queiroz, pesquisador do Núcleo de Estudos de Habitares Interativos da USP, concorda que a preocupação com o design passou a ser mais recorrente no Brasil ultimamente, transformando-se numa tendência de mercado. "Edifícios como esses costumam ter uma valorização acima da média. Ainda que eles tenham um preço de venda mais alto, em cidades como São Paulo ainda existe muito público para este tipo de projeto."

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