Custos altos provocam queda no número de divórcios

Unidos pelo matrimônio, mas especialmente pela crise e pela hipoteca. Na Espanha, a crise tem levado a uma queda no número de divórcios, enquanto especialistas apontam que os custos de advogados e a incapacidade de pagar suas contas sozinhos estão também afetando o comportamento de casais.

O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2013 | 02h09

Dados oficiais apontaram que, em 2011, o número de divórcios na Espanha foi de 124 mil, o mesmo que se registrou em 2001. Na década, o volume havia apresentado alta significativa. Mas, desde 2009, esse número voltou a cair. Entre 2010 e 2011, a redução foi de mais de 5%. "O custo de se divorciar inclui a venda de casas e, na atual crise, isso não está sendo possível", apontou a pesquisadora do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), Teresa Castro.

"Se divorciar custa hoje muito caro, desde o pagamento de advogados até a capacidade de manter duas casas. Os gastos se multiplicam e, em nossa sociedade, ninguém quer perder sua renda", declarou Fernando Basanta, porta-voz da União de Associações pela Custódia Compartilhada. Segundo ele, mesmo com a queda no número de divórcios, um em cada três casamentos na Espanha sofrem ruptura. / J.C.

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