Custos com catástrofes caíram 75% em 2009, diz resseguradora

Os custos totais associados com catástrofes naturais em 2009 serão de cerca de 50 bilhões de dólares, um quarto do número do ano passado, segundo estimativas da resseguradora Munich Re, divulgadas nesta terça-feira.

REUTERS

29 de dezembro de 2009 | 11h16

A maior resseguradora do mundo em receitas informa em relatório anual sobre catástrofes naturais que apesar das perdas gerais ficarem bem abaixo da média anual de 115 bilhões de dólares dos últimos 10 anos, a tendência em direção a desastres causados pelo clima prossegue.

Perdas seguradas, que as seguradoras e resseguradoras precisam cobrir, são estimadas como tendo caído mais de 50 por cento em relação aos 22 bilhões de dólares de 2008.

Em termos das perdas seguradas, a tempestade de inverno Klaus, que atingiu o norte da Espanha e o sudoeste da França em janeiro, foi o evento individual mais caro de 2009, com perdas protegidas por seguros de 3 bilhões de dólares e um custo total de 5,1 bilhões de dólares.

Já em termos de vidas humanas, a Ásia segue sendo o continente afetado pelas piores catástrofes humanas. Um terremoto em Sumatra matou quase 1.200 pessoas e mais de 1.700 morreram em tempestades em países como Vietnã e Taiwan em 2009.

A Munich Re informa que 2009 continuou com a tendência de longo prazo de aumento na frequência de climas extremos e catástrofes naturais resultantes que vão gerar perdas cada vez maiores. Desde 1980, desastres relacionados ao clima registram um custo total de cerca de 1,6 trilhão de dólares, afirma a resseguradora.

"A mudança climática provavelmente já conta com participação significativa. Diante destes fatos, é muito decepcionante ver que não houve avanços na Cúpula do Clima de Copenhagen, em dezembro de 2009", afirma Torsten Jeworrek, membro do conselho da Munich Re, em comunicado.

(Por Maria Sheahan)

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