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CUT defende aumento real de pelo menos 15% no mínimo em 2004

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, defendeu um aumento real de pelo menos 15% no salário mínimo em 2004. Segundo Marinho, um reajuste de 5%, que estaria previsto no Orçamento da União para o próximo ano é " impraticável". Em entrevista, ele disse acreditar que um aumento de 15% é necessário para criar as condições de se cumprir a meta do governo de dobrar o valor do mínimo até o final do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se houver um aumento de apenas 5%, teria que haver um reajuste de 39% em cada um dos dois últimos anos do mandato de Lula, e a economia não suportaria essa "pancada". Marinho sugeriu que o governo busque no Orçamento verbas que possam ser remanejadas para assegurar o reajuste de 15%. Redução da jornada de trabalhoEle também defendeu a redução da jornada de trabalho em todo o País - de 44 horas semanais para 40 horas semanais. Citou o caso do setor metalúrgico de São Paulo, onde, segundo ele, na maioria das empresas a carga já é de 40 horas, mas fez a ressalva de que essa não é a realidade no País. Marinho lembrou que, na Assembléia Constituinte, em 1988, foi aprovada a proposta de redução da carga de 48 horas para 44 horas e disse que agora é o momento de fazer uma nova redução. O presidente da CUT informou que, na reunião de hoje do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), do qual é integrante, as centrais sindicais CGT, CAT, CGTB, CUT e Força Sindical entregaram aos conselheiros um documento intitulado "A Pauta do Crescimento", contendo sugestões para o desenvolvimento econômico do País. O sindicalista disse que, para haver crescimento e geração de emprego, é preciso que se criem as condições de crédito para que as famílias adquiram a capacidade de retomar o consumo.

Agencia Estado,

04 de setembro de 2003 | 16h21

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