CUT defende que corte de juro foi insuficiente e conservador

A redução de 1,5 ponto porcentual da Selic promovida hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central é "insuficiente e conservadora", na avaliação do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho. "O Copom foi conservador. Se eu estivesse sentado na cadeira lá, reduziria, no mínimo, 2,5 pontos porcentuais", afirmou. Segundo ele, sempre há conservadorismo entre os técnicos da instituição e, ao que parece, o recado emitido pelo governo é o de que a inflação está sob controle e, portanto, a economia brasileira deve entrar numa nova fase, com a queda contínua dos juros. "Esperamos chegar ao fim do ano com a Selic abaixo dos 20%", informou. Aspectos positivos O sindicalista avaliou que a nova queda dos juros trará, de qualquer forma, reflexos positivos para a economia, mas outras ações de complementaridade têm de ser adotadas pelo governo. "É preciso continuidade na redução dos juros e que isso seja combinado com outras ações como investimentos em infra-estrutura, além das medidas já anunciadas, de concessão de microcrédito e de crédito para a agricultura familiar", comentou. Marinho estimou que, com essas medidas, a retomada do crescimento econômico terá início no segundo semestre desse ano e o seu ponto mais alto será atingido em 2004, quando o crescimento econômico será de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), pelos cálculos do presidente da CUT.

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