CUT discutirá greve geral no Fórum Mundial

Os dirigentes e militantes da Central Única dos Trabalhadores, que vão ao Porto Alegre para participar do Fórum Social Mundial, pretendem aproveitar o evento para lançar a campanha salarial das categorias com data-base no primeiro semestre e também para definir a data da greve geral que a central está convocando em protesto contra as mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).A informação foi dada hoje pelo presidente nacional da central, João Felício, para quem o aumento da violência no País também contribuirá para fortalecer o movimento.Inicialmente, a proposta de paralisação foi motivada pela oposição dos sindicalistas da CUT ao projeto de lei que altera itens da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O projeto prevê que o negociado entre patrões e sindicatos prevaleça sobre a lei. O projeto recebeu um "sim" da Câmara dos Deputados e deve ser votada pelo Senado no início de abril. Por este motivo, a CUT defende que a paralisação ocorra no dia 20 ou 21 de março.A definição da data, no entanto, será feita durante Fórum Social Mundial, que será realizado em Porto Alegre a partir de 1º de fevereiro. "Acredito que juntaremos umas oito mil pessoas para debater o tema", salienta Felício.Para ele, a paralisação deverá atingir a maior parte dos Estados brasileiros. "Os acontecimentos políticos estão estimulando as discussões, mas eu não acredito em coincidência. Só assassinam líderes da CUT e políticos do PT", afirma.Felício disse ainda que está indignado com o andamento das investigações nos casos dos prefeitos de Campinas e Santo André, respectivamente, Antonio Costa dos Santos e Celso Daniel. "As investigações são uma vergonha para a Justiça do País. Daqui a pouco vão descobrir que o morto é o culpado", ironiza.Campanha salarialSegundo o presidente da CUT, o Fórum de Porto Alegre marcará também a abertura da campanha salarial para as categorias com data-base no primeiro semestre. "Vamos reivindicar as mesmas questões do ano passado. O resultado de 2001 não foi tão ruim como se estimava inicialmente", avalia. No ano passado, as categorias fizeram a campanha independentemente, com o pedido mínimo de reajuste salarial, mais aumento real.

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