CUT diz que deseja apenas ajustes na política econômica

A manifestação que a CUT fará nesta sexta-feira nas principais capitais brasileiras não será contra a política econômica do governo Lula, mas para pedir ajustes nessa política, de forma a garantir a sustentação do crescimento econômico brasileiro no longo prazo. "Somos a favor do Brasil e da classe trabalhadora e não contra a política econômica de Lula", disse o presidente da central, Luiz Marinho.O sindicalista reconhece que os índices de criação de emprego e da atividade industrial são positivos e considera as manifestações naturais. "Nosso entendimento é que, embora os dados desse momento sejam positivos, não podemos ficar em casa, cruzando os braços, e torcer para que se mantenham nos próximos anos", disse. Entre os ajustes, Marinho cobra do governo o estabelecimento de metas para o crescimento do emprego, para os juros de longo prazo e para a redução da carga tributária, da mesma forma que existe hoje para o controle da inflação e do superávit primário. "É muito pouco só olhar para a inflação e o superávit primário e não pensar no desenvolvimento humano", criticou. "Queremos um envolvimento do governo, empresários e trabalhadores para que se discuta um grande ajuste nacional". O líder sindical afirmou que não é possível saber qual futuro econômico o Brasil deve ter no curto prazo. "Se o PIB crescer 4% esse ano, como projeta o ministro (do Desenvolvimento, Luiz Fernando) Furlan, qual a garantia que cresceremos, por exemplo, 7% no ano que vem? É esse tipo de cobrança que faremos na manifestação de amanhã", disse.Para reforçar o argumentos sobre a incerteza da sustentabilidade do crescimento, ele criticou o Conselho Monetário Nacional (CMN) por ter optado em manter inalterada a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), hoje em 9,75% ao ano. "O CMN deu um tiro no pé, ao manter esses juros. Como as empresas vão investir, pensando no longo prazo?", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.