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CUT e Força querem reajuste de 20% e redução da jornada

As duas maiores centrais sindicais do País, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical, lançam amanhã Campanha Salarial Unificada Nacional das categorias com data-base no segundo semestre, como comerciários, bancários, metalúrgicos, petroleiros e químicos, entre outras. As duas centrais não trabalhavam conjuntamente em campanha salarial desde 2000. Os sindicalistas querem reajuste salarial de 20%, redução de jornada de trabalho em 10% e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) das companhias. "Teremos outro fator novo nessa campanha: além da mobilização conjunta, Força e CUT pretendem formar bancadas unificadas de negociação para os metalúrgicos ", disse o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna. Segundo ele, as duas centrais contam com a filiação de 77 sindicatos de metalúrgicos apenas no Estado de São Paulo (55 ligados à Força e 17 à CUT). Além dos pleitos da campanha salarial, o secretário-geral da Força informou que as duas centrais exercerão pressão política sobre o governo Lula para a redução dos juros, para a correção anual da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e para a adoção de políticas de geração de emprego.?Agora é o momento?O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse que "agora é o momento" para que os trabalhadores obtenham "alguma recomposição" do poder aquisitivo de seus salários. "Temos que aproveitar esse momento, da campanha salarial de categorias de peso no segundo semestre, para recuperarmos um pouco os salários", afirmou ele, referindo-se à Campanha Salarial Unificada Nacional que a Força lançará amanhã em conjunto com a CUT. Será a primeira desde 2000, e que mobilizará metalúrgicos, comerciários, bancários, petroleiros e químicos, entre outras categorias.Paulinho afirmou que "nada impedirá" os trabalhadores de obterem algum aumento real de salário e que "não existe risco" de retomada da inflação com a aplicação desse reajuste, como argumentam empresários. "Toda a vez em que há a possibilidade de subirmos um pouco os salários, vêm os mesmos empresários e banqueiros com essa história de risco de inflação. Dessa vez, não adianta. Vamos conseguir o aumento salarial", disse.O presidente da Força avaliou que, nos últimos nove anos, a renda do trabalhador brasileiro caiu "quase um terço" e que essa retração do poder aquisitivo tornou-se insustentável. "Somente no governo Lula, já perdemos cerca de 7% do poder de compra dos nossos salários. Chorando ou não, os empresários vão ter que ceder", disse. "Vamos lembrar que muitas empresas do setor industrial e os bancos ganharam muito dinheiro com a crise econômica brasileira", acrescentou.

Agencia Estado,

09 de setembro de 2003 | 12h39

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