CUT lamenta saída de Lessa

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, lamentou a eventual saída de Carlos Lessa da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "O professor Lessa representa uma linha de pensamento, do ponto de vista econômico, compartilhada pela CUT", disse à Agência Estado. O sindicalista acredita, entretanto, que caso o ingresso de Guido Mantega na direção do banco venha a se confirmar, conforme adiantaram fontes em Brasília, a linha de orientação adotada por Lessa no BNDES, durante todo o governo Lula, deverá ser mantida. "O Mantega é uma pessoa que imagino, pelo que conheço dele, poderá acertar a relação entre o BNDES e o Ministério do Desenvolvimento, mantendo o direcionamento dado por Lessa à instituição", analisou. "O que não pode continuar é o desentendimento que havia entre a direção do BNDES e o ministro responsável pela instituição (Luiz Fernando Furlan, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior)", complementou. Para o sindicalista, "o BNDES não pode ter sua atuação subordinada à visão de A, B ou C de determinada ala do governo". Por isso, acredita ele, a instituição deve continuar favorecendo o fomento de empresas nacionais de todos os portes, além de seguir no fortalecimento de polícias sociais, o que, para Marinho, aconteceu na atual administração do banco. "Se fosse consultado a me posicionar, manifestaria o desejo de permanência do Lessa. O BNDES tem uma função constitucional, de fomento às empresas, que não se cumpriu durante o governo Fernando Henrique Cardoso e que passou a cumprir no governo Lula", observou. O assento no Conselho de Administração do BNDES que a central possui, com a presença de João Felício, não deverá sofrer nenhuma alteração por conta da provável mudança na direção do banco.

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