CUT não crê em sindicato único para servidor público

O presidente da CUT, Luiz Marinho, desconsiderou hoje a possibilidade de os sindicatos e associações de servidores públicos formarem uma central sindical exclusiva da categoria. "Não apostaria na formação de uma nova central. É improvável que seja viabilizada", afirmou. A pretensão de constituição da nova central já foi confirmada pelo presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal (Sindtten), Reynaldo Puggi, um dos articuladores do movimento dos servidores contra a reforma da previdência.No aspecto político, Marinho entende que seria um erro constituir a nova central porque enfraqueceria a CUT e a nova entidade não teria força para interromper o andamento das reformas. "A CUT não pode simplesmente defender apenas uma categoria", disse. "Lutar para a retirada das reformas seria o caminho para uma derrota porque o governo já constituiu uma maioria no Congresso e conta com apoio político para as reformas na sociedade". Ele argumenta que o melhor é negociar e apresentar emendas ao projeto de reforma previdenciária no Congresso.Marinho rebateu a crítica de Puggi de que ele assume um discurso de governo por pertencer ao PT e por ser amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não confundo meu papel na CUT com a minha relação pessoal com o companheiro e presidente Lula. Sou fiel às resoluções da central e não às de um determinado segmento", afirmou. "Se quiser ajudar o governo, a CUT não pode ser nem governista e nem adesista, mas tem de se manter forte e defendendo suas posições".

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