CUT pede aplicação de recursos do pré-sal em seguridade social

Entidade sugere investimentos na Previdência Social e em programas assistenciais como o Bolsa-Família

Carolina Freitas, da Agência Estado,

28 de agosto de 2009 | 12h28

O presidente da Central Única dos Trabalhadores, Artur Henrique, defendeu nesta sexta-feira, 28, que parte dos recursos provenientes da exploração de petróleo da camada pré-sal seja aplicada em seguridade social. A opinião é semelhante à do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, manifestada nessa quarta-feira, 26. "Os recursos do fundo do pré-sal devem ser usados para melhorar a educação, a tecnologia e para combater a pobreza, ampliando o sistema de seguridade e proteção social", disse o presidente da CUT.

 

Um exemplo dessa aplicação, segundo Artur Henrique, seria contar em dobro como tempo de contribuição à Previdência Social o período em que o trabalhador recebeu o seguro-desemprego. O presidente da CUT propõe ainda que o dinheiro do petróleo sirva para incrementar programas assistenciais como o Bolsa-Família, bandeira do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Artur Henrique minimizou as críticas feitas pelos governadores do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), e apoiadas pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), a respeito da partilha dos royalties do petróleo. Os governadores dos estados que mais produzem petróleo reclamam de que perderiam com o novo marco regulatório.

 

"Os estados tem que ceder um pouco pelo combate à miséria", disse o presidente da CUT. "Os governadores reclamam que a miséria do Nordeste causa êxodo rural, mas se você diminuir a desigualdade regional, as pessoas não vão precisar mais fazer deslocamentos em busca de oportunidades.

 

O presidente da CUT falou à imprensa em evento para comemorar os 26 anos da central sindical na sede da entidade, no Brás, região central da capital paulista. De lá a direção da CUT saiu em passeata, com mais de 500 trabalhadores, rumo à Praça Ramos de Azevedo, na Sé. Além de marcar o aniversário da central, o movimento reivindica a redução da jornada de trabalho que 44 para 40 horas semanais.

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