CUT pede para ministros falar menos e trabalhar mais

O presidente da CUT, Luiz Marinho, criticou hoje o governo federal pela indecisão em definir um modelo para reativar o setor automotivo e também condenou o anúncio da Volkswagen de demitir 4 mil trabalhadores. Ele disse ser "possível que a montadora queira criar pressão política frente à paralisia do debate".O sindicalista se mostrou irritado sobre as divergências entre os ministros do Trabalho, Jaques Wagner, e do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. Recentemente, Wagner afirmou que o acordo para o carro popular estava prestes a ser fechado, enquanto Furlan manifestou que as negociações estavam interrompidas. "Os ministros deveriam falar menos e trabalhar mais sobre os temas", disse.O presidente da CUT disse ser "irreal" a afirmação de que a montadora possui um excedente de 4 mil funcionários e procurou tranquilizar os trabalhadores, lembrando que o acordo de garantia de emprego permanece em vigor até 2006 na unidade de São Bernardo do Campo. "Quando as novas empresas estiverem prontas, se tiver alguém sobrando e voluntariamente quiser se transferir para essa nova empresa, terá esse direito de transferência. Se não quiser, não vai", disse, referindo-se à Autovisão, nova companhia do grupo criada para tentar realocar os excedentes no mercado de trabalho.

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