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CUT pedirá a Lula redução do INSS pago por empresas

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) vai pedir hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a redução da alíquota do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) paga pelas empresas sobre a folha de pagamento de 20% para 14%, como forma de amenizar os efeitos da crise financeira internacional nos empregos. A ideia da CUT, porém, é que a proposta de desoneração do INSS seja temporária, beneficie apenas os setores mais atingidos pela crise e que tenha como contrapartida a garantia dos empregos dos trabalhadores e aportes constitucionais de recursos para o caixa da Previdência."O governo federal terá que aportar recursos do Tesouro ou do superávit primário para que a Previdência não perca sua receita", disse o presidente da CUT, Artur Henrique da Silva , após encontro com as principais federações associadas, em São Paulo. Para ele, a medida é necessária para evitar a volta do debate sobre a reforma da Previdência.Na avaliação de Artur Silva, a perda de receitas da Previdência, caso a proposta fosse aceita, seria utilizada para que críticos voltassem a pedir mudanças no sistema da Previdência Social. Para a CUT, não é necessária uma reforma, pois a avaliação é a de que a Previdência é superavitária e que contribuições assistenciais, como as aposentadorias rurais, por exemplo, não podem ser contabilizadas como despesas da Previdência, mas sim do Tesouro.A CUT pedirá ainda ao presidente Lula, em reunião às 17 horas em Brasília, a redução da taxa básica de juros, dos spreads bancários (diferença entre o juro do crédito e o custo de captação dos recursos), do superávit primário, medidas que estimulem a retomada das vendas de veículos usados e a manutenção dos investimentos de empresas como a Petrobras e a Eletrobrás.

ANNE WARTH, Agencia Estado

19 de janeiro de 2009 | 13h44

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