Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

CUT propõe mudanças econômicas sem rupturas

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) realiza hoje o Dia Nacional de Mobilização contra o Desemprego, nas principais capitais do País, para pedir mudanças na política econômica do governo, mas sem nenhum tipo de ruptura. A explicação é do presidente da CUT, Luiz Marinho, ao sugerir ao governo maior ênfase à questão do emprego. "O crescimento do emprego e a renda deveria ser indicador prioritário do governo, inclusive com metas, como acontece com inflação e com os superávites primário e comercial", argumentou o sindicalista. "Queremos apenas mais atenção a esse tema tão angustiante", disse.Alegando não existir "espaço para ruptura com o atual modelo econômico, inclusive porque não existe nenhuma certeza de que algum outro modelo seria bem-sucedido", Marinho explicou que a CUT procura o aperfeiçoamento do modelo atual. "Nossa obrigação é cobrar, insistir, artomentar o governo."Baseado nessa lógica, ele não somente se queixou do corte de apenas 0,25 ponto porcentual da Taxa Básica de Juros (Selic), promovido essa semana pelo Banco Central (BC), como teceu críticas ao presidente da instituição, Henrique Meirelles, e sua diretoria."Minha impressão é que existem técnicos tomando decisões técnicas. Agora, esses camaradas trabalhavam em bancos privados, grandes instituições internacionais, e ainda não perceberam que os objetivos do governo são diferentes daqueles que eles tinha anteriormente e, portanto, não podem manter a mesma visão", argumentou.Pelos cálculos do sindicalista, ao posicionar a Selic em 16%, o BC levou o juros reais do País para valores "acima dos de novembro do ano passado". "Torço para estar enganado, mas o que vejo, na prática, é que os juros reais subiram, o que dificulta demais nosso crescimento", observou.Uma melhor avaliação do sindicalista sobre o BC viria com uma "maior previsibilidade". "Seria muito bom se soubéssemos antecipadamente quanto o BC cortaria dos juros nos próximos meses, estabelecendo um sistema de metas mês a mês. Isso ajudaria os empresários a decidirem sobre investimentos", opinou.

Agencia Estado,

16 de abril de 2004 | 14h13

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.