CUT propõe pacto para bancos reduzirem juros

O presidente da CUT, Luiz Marinho, propôs hoje ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci, a negociação de um grande acordo entre governo, empresas, sindicatos e a Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) para a redução da taxa de juros cobrada pelos bancos aos clientes.Pelo acordo, os bancos reduziriam a taxa de empréstimo concedido aos funcionários das empresas, que, em troca, descontaria as parcelas da folha de salários. Para o presidente da CUT, esse acordo permitira reduzir a taxa de 9% a para 3%. Ela seria possível, segundo Marinho, porque haveria uma diminuição da inadimplência que, segundo argumentam os bancos, é um dos motivos para a cobrança de elevados juros. Marinho informou que foi acertado a realização de uma reunião na próxima semana, no Ministério da Fazenda, com os representantes dos bancos públicos, Febraban e a CUT para iniciara as negociações. Em princípio, serão convocados apenas os bancos. Se os bancos aceitarem o acordo, aí seria iniciada uma negociação com as empresas, disse.Marinho afirmou que o ministro teria acenado com a possibilidade de a Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil também adotarem o procedimento. Ele acredita que estaria sendo criada condição de pressão para que outros bancos participem do acordo. "Fazendo isso, os outros bancos vêm atrás com certeza por causa da competição. Já tem bancos que topam fazer", disse, citando o BMG.

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