Coluna

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CUT quer trabalhadores no Conselho Monetário Nacional

O presidente da CUT, Luiz Marinho, defendeu hoje a ampliação da composição da Conselho Monetário Nacional, de forma a permitir a participação do setor produtivo, inclusive dos trabalhadores. Para Marinho, a direção do Banco Central é "muito conservadora e atrasada". Por isso, ele acredita que é fundamental o CMN ter uma composição mais ampla e democrática para influenciar nas diretrizes do BC e propiciar a volta do crescimento sustentável. Dentro de 15 dias, a CUT vai organizar um grande encontro com a participação de empresários, centrais sindicais e intelectuais. O objetivo é realizar um grande debate sobre o tema e encaminhar a resolução ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva reivindicando oficialmente a abertura do CMN a esses setores.O dirigente sindical disse que a equipe econômica tenta justificar o comportamento do Banco Central com dados de crescimento da economia. "Mas isso é uma contradição, porque a política de juros fica barrando o crescimento e deixando o setor produtivo temeroso quanto ao futuro do País", afirmou.Para Luiz Marinho, o BC deveria trabalhar também com outras metas, tais como o aumento da renda, o crescimento sustentável e a geração de empregos. "É óbvio que não queremos deixar a inflação sem um monitoramento. A CUT deseja o controle dos índices inflacionários, mas não podemos mais ficar assistindo à condução de uma política econômica equivocada", disse. E reiterou: "Ninguém está propondo uma irresponsabilidade com a inflação, mas é fundamental buscar mecanismos mais eficientes de controle sem ter de ficar empunhando a espada na cabeça do crescimento".BC atua contra o governo LulaMarinho falou também que o CMN é atualmente muito restrito e o BC tem um único ouvido, dirigido especificamente para o sistema financeiro. Ele disse que no final do ano passado, o presidente Lula manifestou interesse em ampliar a composição do CMN. Por esta razão, a CUT irá lançar esta campanha. Ainda nas críticas ao BC, Marinho disse que a instituição parece atuar contra o governo do presidente Lula. "O presidente Lula vem fazendo um grande esforço na política de concessão de crédito aos menos favorecido. O BC faz oposição ao governo e atua na contramão, aumentando os juros e segurando o crescimento da economia", afirmou.

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